
CIDADE DO VATICANO, 1 Fev (Reuters) - O papa Leão 14 afirmou neste domingo estar profundamente preocupado com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e Cuba, pedindo um "diálogo sincero e eficaz" para evitar violência e mais sofrimento para o povo cubano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que tarifas seriam impostas às importações de países que fornecem petróleo a Cuba, aumentando a pressão sobre o antigo inimigo de Washington após a destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro, um importante aliado cubano, no início de janeiro.
Trump afirmou que a ameaça de tarifas era necessária para proteger "a segurança nacional e a política externa dos EUA das ações e políticas malignas do regime cubano".
Leão 14 afirmou ter recebido relatos "com grande preocupação" sobre o aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos. Ele se uniu aos bispos cubanos ao "exortar os responsáveis a promoverem um diálogo sincero e eficaz para evitar a violência e mais sofrimento para o povo cubano", em declarações feitas após a oração do Angelus.
Na semana passada, Trump previu que "Cuba entrará em colapso muito em breve", acrescentando que a Venezuela, que já foi a principal fornecedora de petróleo da ilha, não havia enviado petróleo nem dinheiro para os cubanos recentemente.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou "estado de emergência internacional" em resposta ao alerta tarifário dos EUA, que, segundo ele, constitui "uma ameaça incomum e extraordinária".
No sábado, Trump reiterou seu apelo para que Cuba negocie com os Estados Unidos.
"Não precisa ser uma crise humanitária", disse ele a repórteres a bordo do Air Force One, a caminho da Flórida.
(Reportagem de Gianluca Semeraro)
((Tradução Redação São Paulo))
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