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Juíza dos EUA se recusa a suspender repressão a imigrantes em Minnesota

Reuters31 de jan de 2026 às 18:10

- Uma juíza federal de Minnesota recusou-se neste sábado a ordenar a interrupção da repressão imigratória do presidente dos EUA, Donald Trump, em Minneapolis, em um processo movido por autoridades estaduais que acusam agentes federais de abusos generalizados contra os direitos civis.

A juíza distrital Kate Menendez afirmou que a Procuradoria-Geral de Minnesota apresentou evidências contundentes de que as táticas dos agentes de imigração -- incluindo tiroteios e perfilamento racial — estavam gerando "consequências profundas e até angustiantes para o Estado de Minnesota, para as Cidades Gêmeas (Twin Cities) e para os habitantes de Minnesota".

As Cidades Gêmeas dizem respeito à região metropolitana de Minneapolis e Saint Paul.

No entanto, a juíza observou que um tribunal federal de apelações recentemente anulou uma liminar muito mais restrita, que limitava as táticas do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA em Minnesota.

"Se aquela liminar foi longe demais, então a que está em questão aqui -- a de interromper toda a operação -- certamente também iria", escreveu Menendez, nomeada pelo ex-presidente democrata Joe Biden.

O processo judicial visava bloquear ou restringir uma operação do Departamento de Segurança Interna dos EUA que enviou milhares de agentes de imigração para Minneapolis-St. Paul, desencadeando semanas de protestos e resultando na morte de dois cidadãos norte-americanos por agentes federais.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, em uma publicação no X, classificou a decisão como uma vitória "ENORME" para o Departamento de Justiça. "Nem as políticas de cidades-santuário nem os litígios sem mérito impedirão o governo Trump de aplicar a lei federal em Minnesota", afirmou.

O Estado alega discriminação racial e detenção ilegal.

O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, acusou agentes federais de discriminação racial contra cidadãos, detenção ilegal de residentes por horas e disseminação do medo com táticas repressivas. Ellison, um democrata eleito, também acusou o governo Trump de visar Minnesota por animosidade devido às suas tendências políticas democratas.

O governo Trump afirmou que a operação visava fazer cumprir as leis federais de imigração, em consonância com as políticas do presidente republicano.

Alguns funcionários do governo disseram que o aumento do fluxo migratório terminaria se Minnesota cedesse a certas exigências, incluindo o fim das proteções legais para pessoas que vivem nos EUA sem autorização.

A tensão em Minneapolis-St. Paul aumentou após o assassinato de Renee Good, em 7 de janeiro, baleada dentro de seu carro por um agente federal de imigração. O assassinato de Alex Pretti por um agente da Patrulha da Fronteira, em 24 de janeiro, inflamou ainda mais os ânimos, já que vídeos de testemunhas mostraram que ele havia sido desarmado.

O governo Trump defendeu os agentes, alegando que agiram em legítima defesa. No entanto, vídeos dos acontecimentos lançaram dúvidas sobre essa versão e intensificaram os pedidos para que os agentes fossem processados ​​criminalmente. As autoridades federais se recusaram a cooperar com as investigações policiais locais sobre as mortes.

(Reportagem de Jack Queen em Nova York e Nate Raymond em Boston)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS FDC

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