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Aumentam chances de paralisação do governo dos EUA após impasse no Senado sobre acordo de financiamento

Reuters30 de jan de 2026 às 21:08

Por David Morgan e Richard Cowan e Nolan D. McCaskill

- As chances de uma paralisação parcial do governo dos EUA aumentaram nesta sexta-feira, depois que novos obstáculos surgiram no Senado para um acordo que garantiria que o financiamento das operações das agências não fosse interrompido.

O acordo, anunciado pelos democratas do Senado e pelo presidente Donald Trump, permitiria ao Congresso aprovar um projeto de lei de gastos que cobre uma ampla gama de operações governamentais, desde as Forças Armadas até programas de saúde, enquanto eles negociam novos limites para a repressão à imigração de Trump.

Mas a ação foi paralisada no Senado, pois alguns parlamentares se opuseram ao acordo. O financiamento expira à meia-noite.

O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, disse que bloquearia o pacote, a menos que o Senado concordasse em votar uma proposta que exigiria que os governos locais cumprissem a legislação federal de imigração e uma segunda proposta que permitiria aos parlamentares e grupos alvo de uma investigação de interferência eleitoral processar o governo dos EUA.

Essa ideia foi amplamente criticada por democratas e republicanos como um esquema de enriquecimento para funcionários públicos.

Mesmo que o Senado supere as objeções de Graham e aprove o acordo, ele também teria que obter a aprovação da Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, que está em recesso esta semana. O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse na quinta-feira que seria difícil fazer com que os parlamentares voltassem a Washington para votar antes do prazo da meia-noite.

Qualquer paralisação resultante pode ser breve. Parlamentares de ambos os partidos têm trabalhado para garantir que o debate sobre a aplicação da lei de imigração não atrapalhe outras operações do governo. Isso é um contraste marcante em relação ao outono passado, quando republicanos e democratas se mantiveram firmes em suas posições em uma disputa sobre saúde, provocando uma paralisação que durou um recorde de 43 dias e custou à economia dos EUA cerca de US$11 bilhões.

O acordo separaria o financiamento para o Departamento de Segurança Interna (DHS) do pacote de financiamento mais amplo, permitindo que os parlamentares aprovassem gastos para agências como o Pentágono e o Departamento do Trabalho enquanto consideram novas restrições aos agentes federais de imigração.

Os democratas do Senado, irritados com a morte de um segundo cidadão norte-americano por agentes de imigração em Minneapolis no fim de semana passado, ameaçaram suspender o pacote de financiamento em um esforço para forçar Trump a controlar o DHS, que supervisiona a aplicação da lei federal de imigração.

Os democratas querem acabar com as patrulhas móveis, exigir que os agentes usem câmeras corporais e proibir que usem máscaras faciais. Eles também querem exigir que os agentes de imigração obtenham um mandado de busca de um juiz, em vez de suas próprias autoridades. Os republicanos dizem que estão abertos a algumas dessas ideias.

O financiamento do DHS seria prorrogado por duas semanas, dando tempo aos negociadores para chegarem a um acordo sobre as táticas sobre a repressão à imigração.

A morte a tiros do enfermeiro Alex Pretti por agentes federais no sábado provocou indignação pública generalizada, levando o governo Trump a reduzir as operações na região. A morte de Pretti foi a segunda neste mês de um cidadão norte-americano sem antecedentes criminais envolvendo agentes de fiscalização da imigração.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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