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Rússia suspende ataques a Kiev até domingo a pedido de Trump; Zelenskiy vai retribuir

Reuters30 de jan de 2026 às 14:04

Por Olena Harmash

- A Rússia concordou com um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para suspender os ataques aéreos a Kiev até 1º de fevereiro, devido às baixas temperaturas do inverno, e a Ucrânia disse que estava pronta para retribuir, enquanto Washington pressiona por uma solução diplomática para acabar com a guerra.

Mas, enquanto a capital ucraniana se prepara para mais uma onda de frio intenso, o presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou na sexta-feira que não havia trégua formal entre os dois países. Ele acrescentou que a Rússia passou a atacar a logística ucraniana. A Rússia bombardeou estradas e ferrovias da Ucrânia nos últimos dias.

O Kremlin disse que o presidente Vladimir Putin aceitou o pedido de Trump para parar de bombardear Kiev a fim de criar “condições favoráveis” para as negociações de paz. Nas últimas semanas, os ataques russos à infraestrutura energética em Kiev deixaram centenas de milhares de pessoas sem aquecimento em suas casas por dias a fio, com as temperaturas chegando a 15 graus Celsius negativos.

“O presidente Trump realmente fez um pedido pessoal ao presidente Putin para que se abstivesse de atacar Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, a fim de criar condições favoráveis para as negociações”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmando que Putin havia concordado.

Zelenskiy declarou que a Ucrânia estava pronta para retribuir, suspendendo seus ataques à infraestrutura de refinarias russas, afirmando que isso era “uma oportunidade, e não um acordo”.

Em uma postagem no aplicativo Telegram, Zelenskiy disse que não houve ataques às instalações de energia ucranianas durante a noite e que o foco de Moscou havia mudado para ataques à infraestrutura logística.

Referindo-se aos intensos ataques aéreos russos a Kiev, que deixaram grande parte da cidade sem energia elétrica este mês, Zelenskiy disse que as defesas aéreas ucranianas estavam esgotadas porque os aliados europeus de Kiev haviam atrasado os pagamentos aos EUA no âmbito do programa de compra de armas PURL. Como resultado, segundo ele, os mísseis de defesa aérea Patriot dos EUA não chegaram a tempo.

“Sei que mísseis balísticos (russos) estão a caminho contra a nossa infraestrutura energética... e sei que não haverá eletricidade, porque não há mísseis para os interceptar”, afirmou Zelenskiy.

Os movimentos em direção a um cessar-fogo para o setor energético ocorrem em um momento crítico da guerra, que completará quatro anos no final do próximo mês.

As tropas russas continuam seu avanço lento na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, e Moscou envia centenas de drones em ataques quase diários a vilas e cidades ucranianas distantes das linhas de frente no leste e sul do país.

(Reportagem adicional de Anna Pruchnicka)

((Tradução Redação São Paulo))

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