
WASHINGTON, 30 Jan (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou na quinta-feira um acordo de gastos negociado pelos republicanos e democratas do Senado dos EUA para evitar uma paralisação do governo, embora tenha reconhecido que isso ainda pode ocorrer, enquanto os parlamentares continuavam negociando medidas para controlar os agentes de imigração.
“Isso pode acontecer”, disse Trump aos repórteres. “Não sei.”
Não ficou claro se a Câmara dos Deputados aceitaria o acordo ou quando ele seria apreciado.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, indicou na quinta-feira que poderia ser difícil fazer com que os membros, que estão em um recesso programado, voltem a Washington antes que a Câmara retome seus trabalhos regulares na segunda-feira.
Isso significa que grande parte do governo federal poderia fechar pelo menos durante o fim de semana. O financiamento atual para grande parte do governo federal expira meia-noite de sexta-feira.
O Senado abandonou as esperanças de aprovar a legislação na quinta-feira à noite e retomará seus trabalhos na sexta-feira.
O acordo separaria o debate sobre táticas agressivas de imigração de um amplo pacote de financiamento que os parlamentares queriam aprovar antes da meia-noite de sexta-feira para garantir que agências como o Pentágono e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos pudessem operar sem interrupção.
“Esperamos que tanto os republicanos quanto os democratas deem um voto bipartidário 'SIM' muito necessário”, escreveu Trump em uma postagem nas redes sociais.
Os democratas do Senado, irritados com ataque a tiros de um segundo cidadão norte-americano por agentes de imigração em Minneapolis no fim de semana passado, ameaçaram atrasar o pacote de financiamento, em um esforço para forçar Trump a controlar o Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona a aplicação da lei federal de imigração.
O acordo retiraria o DHS do projeto de lei de financiamento, permitindo que o Congresso aprovasse o pacote geral de projetos de lei prontamente.
O financiamento do DHS seria prorrogado por duas semanas, dando tempo aos negociadores para chegarem a um acordo sobre as táticas de imigração.
Os democratas do Senado exigem novas restrições aos agentes federais de imigração, incluindo o fim das patrulhas móveis, a proibição do uso de máscaras faciais e a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais.
(Reportagem de Richard Cowan, David Morgan, Nolan McCaskill, Bo Erickson, Katharine Jackson e Susan Heavey em Washington e Ananya Palyekar em Bengaluru)
((Tradução Redação São Paulo))
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