
Por Jarrett Renshaw
27 Jan (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que Alex Pretti, o homem baleado fatalmente por um agente federal durante um confronto em Minneapolis, não deveria estar portando uma arma ou carregadores totalmente municiados, comentários que o colocaram em desacordo com grupos de direitos de armas e alguns republicanos.
Perguntado se concordava com os integrantes do governo que descreveram Pretti como um terrorista doméstico, Trump disse: "Não ouvi isso, mas certamente não deveria estar portando uma arma".
Trump, falando a repórteres em um restaurante de Iowa, acrescentou mais tarde: "Ele tinha uma arma. Não gosto disso. Ele tinha dois carregadores totalmente municiados. Isso é muita coisa ruim. E, apesar disso, eu diria que isso é... muito lamentável".
Pretti, que possuía licença para portar armas de forma velada, foi morto a tiros no sábado por agentes federais durante uma operação de fiscalização de imigração em Minneapolis. Os disparos contra ele atraíram muitas críticas e provocaram uma mudança de liderança ordenada pela Casa Branca.
Grupos de defesa dos direitos das armas, incluindo a influente Associação Nacional de Rifles (NRA) e a organização Proprietários de Armas de Fogo da América, disseram que Pretti estava portando legalmente uma arma de forma oculta. O vídeo do assassinato de Pretti foi amplamente compartilhado, mostrando que ele nunca tocou na arma antes de ser baleado e contradizendo as alegações iniciais de algumas autoridades do governo Trump de que ele representava uma ameaça aos agentes.
"É absolutamente possível andar armado e protestar pacificamente armado", disse Luis Valdes, porta-voz da Proprietários de Armas de Fogo da América, um grupo de lobby de direitos de armas. "É uma tradição histórica norte-americana que remonta ao Boston Tea Party".
"Não estamos felizes", disse Valdes sobre os últimos comentários de Trump.
Os grupos de defesa dos direitos das armas são um dos blocos de eleitores mais leais do Partido Republicano. Essas declarações de Trump e de outras autoridades do governo criaram uma divergência antes das eleições de meio de mandato em novembro.
Trump fez seus comentários enquanto cumprimentava apoiadores em um restaurante de Iowa antes de um discurso programado sobre a economia. Ele disse que seu czar de fronteira, Tom Homan, havia se encontrado com o governador de Minnesota, Tim Walz, e que deveria se encontrar com o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, ainda nesta terça-feira.
(Reportagem de Jarrett Renshaw, reportagem adicional de Nathan Layne)
((Tradução Redação São Paulo))
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