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Juíza dos EUA analisará pedido de pausa na repressão à imigração em Minnesota

Reuters26 de jan de 2026 às 15:39

Por Brad Brooks

- Uma juíza dos Estados Unidos deve analisar nesta segunda-feira um pedido para interromper temporariamente a repressão à imigração do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, em Minnesota, após a morte a tiros de um segundo cidadão norte-americano por agentes federais de imigração no fim de semana que provocou uma reação feroz.

O Estado e as cidades de Minneápolis e St. Paul estão pedindo ao tribunal que suspenda a operação de 3.000 agentes federais, chamando-a de uma violação "completamente desproporcional" da soberania do Estado. O governo Trump chamou o pedido de um "absurdo" que tornaria a lei federal uma reflexão tardia.

Os dois lados discutirão perante a juíza distrital dos EUA Katherine Menendez nesta segunda-feira.

Enquanto isso, Trump disse que enviará o responsável pela segurança de fronteira na Casa Branca, Tom Homan, para o Estado, após a morte a tiros no sábado de um enfermeiro de 37 anos, Alex Pretti, por agentes de imigração durante um confronto com manifestantes em Minneápolis. "Tom é duro, mas justo, e se reportará diretamente a mim", escreveu Trump em uma postagem na mídia social.

As autoridades do Departamento de Segurança Interna caracterizaram o incidente como um ataque e disseram que os agentes atiraram em legítima defesa depois que Pretti se aproximou com uma arma de fogo. Mas o vídeo da cena verificado pela Reuters contradisse a versão do governo sobre os eventos e mostra Pretti segurando um telefone, e não uma arma, na mão antes de os agentes o jogarem no chão e atirarem nele.

Não ficou claro se o anúncio de Trump equivale a uma escalada da presença do governo ou a um recuo. Trump disse ao Wall Street Journal no domingo que seu governo está "revisando tudo" sobre o incidente e disse que as autoridades de imigração acabariam se retirando.

A repressão provocou grandes protestos nas ruas em temperaturas abaixo de zero e condenações ferozes por parte dos líderes democratas do Estado. Sessenta das maiores empresas do Estado, incluindo Target, 3M, UnitedHealth e U.S. Bancorp, pediram uma redução imediata das tensões entre o Estado e o governo Trump no domingo.

Uma pesquisa recente da Reuters indicou que uma parcela significativa dos apoiadores republicanos de Trump -- 39% -- desconfia da abordagem pesada contra a imigração, dizendo que os danos devem ser minimizados, mesmo que isso signifique menos prisões relacionadas à imigração.

Em Washington, os democratas no Senado disseram que se oporão a um projeto de financiamento para o Departamento de Segurança Interna, aumentando a probabilidade de uma paralisação parcial do governo a partir de domingo. Os republicanos aprovaram um grande aumento no orçamento para a fiscalização da imigração no ano passado, mas alguns deles agora estão exigindo respostas do governo Trump.

(Reportagem de Jonathan Stempel, Susan Heavey, Katharine Jackson e Andy Sullivan)

((Tradução Redação São Paulo))

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