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Zelenskiy diz que documento com garantias de segurança dos EUA está 100% pronto

Reuters25 de jan de 2026 às 17:18

- Um documento dos Estados Unidos sobre garantias de segurança para a Ucrânia está completamente pronto e Kiev está aguardando a hora e o local para sua assinatura, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, neste domingo, indicando que as conversações do fim de semana com a Rússia em Abu Dhabi fizeram algum progresso.

"Para nós, as garantias de segurança são, antes de tudo, garantias de segurança dos Estados Unidos. O documento está 100% pronto, e estamos esperando que nossos parceiros confirmem a data e o local em que o assinaremos", disse Zelenskiy em uma coletiva de imprensa durante uma visita a Vilnius, capital da Lituânia.

"O documento será então enviado para ratificação ao Congresso dos EUA e ao Parlamento ucraniano", disse ele.

Na sexta-feira e no sábado, negociadores ucranianos e russos realizaram sua primeira reunião trilateral, incluindo mediadores norte-americanos em Abu Dhabi, para discutir a estrutura de Washington para pôr fim à guerra de quase quatro anos, mas não houve acordo.

No entanto, Moscou e Kiev disseram que estão abertos a novos diálogos e que mais discussões são esperadas no próximo domingo em Abu Dhabi, disse uma autoridade dos EUA a repórteres logo após as negociações do fim de semana.

"(Em Abu Dhabi) o plano de 20 pontos (dos EUA) e as questões problemáticas estão sendo discutidos. Havia muitas questões problemáticas, mas agora há menos", disse Zelenskiy.

Ele disse que Moscou quer fazer todo o possível para que a Ucrânia abandone as regiões do leste que Moscou não conseguiu capturar desde a invasão em grande escala que desencadeou a guerra. Mas Kiev, segundo ele, não se afastou de sua posição de que a integridade territorial da Ucrânia deve ser mantida.

"Essas são duas posições fundamentalmente diferentes -- a da Ucrânia e a da Rússia. Os norte-americanos estão tentando chegar a um meio-termo", disse Zelenskiy, acrescentando que todos os lados devem estar preparados para chegar a um acordo, inclusive os norte-americanos.

(Reportagem de Pavel Polityuk, em Kiev, e Andrius Sytas, em Vilnius)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES

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