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Trump fala em acordo para "acesso total" à Groenlândia e Otan pede que aliados reforcem segurança

Reuters22 de jan de 2026 às 14:06

Por Mark John e Susan Heavey e Stine Jacobsen

- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que garantiu acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia em um acordo com a Otan, cujo chefe afirmou que os aliados teriam que aumentar seu compromisso com a segurança do Ártico para evitar ameaças da Rússia e da China.

A notícia de uma base para acordo veio quando Trump recuou das ameaças tarifárias e descartou a possibilidade de tomar a Groenlândia à força, trazendo um certo alívio no que estava se preparando para ser a maior ruptura nos laços transatlânticos em décadas.

Mas os detalhes de qualquer acordo não estavam claros e a Dinamarca insistiu que sua soberania sobre a ilha não estava em discussão. O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os últimos comentários de Trump.

A reviravolta de Trump desencadeou uma recuperação nos mercados europeus, mas também levantou questões sobre o tamanho do dano já causado aos laços transatlânticos e à confiança nos negócios.

"Na verdade, os detalhes estão sendo negociados agora. Mas, essencialmente, é um acesso total. É -- não há fim, não há limite de tempo", disse Trump à Fox Business Network em uma entrevista em Davos, onde está participando do Fórum Econômico Mundial.

Rutte declarou à Reuters em uma entrevista em Davos que agora cabe aos comandantes seniores da Otan trabalhar nos detalhes dos requisitos extras de segurança.

"Não tenho dúvidas de que podemos fazer isso rapidamente. Certamente, eu esperaria que fosse em 2026, espero que até mesmo no início de 2026", disse ele.

DINAMARCA DIZ QUE SITUAÇÃO CONTINUA DIFÍCIL

A ambição de Trump de tirar a soberania sobre a Groenlândia da Dinamarca, membro da Otan, ameaçou destruir a aliança que sustentou a segurança ocidental desde o fim da Segunda Guerra Mundial e reacender uma guerra comercial com a Europa.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse que nenhuma negociação foi realizada com a Otan em relação à soberania da Groenlândia, um território semi-autônomo da Dinamarca.

"Ainda é uma situação difícil e séria, mas também houve progresso no sentido de que agora temos as coisas onde elas precisam estar. Ou seja, podemos discutir como promover a segurança comum na região do Ártico", declarou Frederiksen.

Depois de se reunir com Rutte, Trump havia dito anteriormente que poderia haver um acordo que satisfizesse seu desejo de ter um sistema de defesa antimísseis e acesso a minerais essenciais, bloqueando o que ele afirma serem as ambições da Rússia e da China no Ártico.

Rutte disse que a exploração de minerais não foi discutida durante sua reunião com Trump, acrescentando que as negociações específicas sobre a ilha do Ártico continuariam entre os Estados Unidos, a Dinamarca e a própria Groenlândia.

Um acordo de 1951 entre os Estados Unidos e a Dinamarca estabeleceu o direito dos EUA de construir bases militares na Groenlândia e circular livremente no território da Groenlândia. Esse ainda é o caso, desde que a Dinamarca e a Groenlândia sejam informadas de suas ações.

((Tradução Redação São Paulo))

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