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Espanha pede que UE crie um Exército conjunto em meio à disputa sobre Groenlândia

Reuters21 de jan de 2026 às 23:54

Por Victoria Waldersee

- A Espanha está pedindo que a UE avance na criação de um Exército conjunto para o bloco como medida de dissuasão, disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, em comentários à Reuters nesta quarta-feira, antes de um dia de reuniões em Davos.

A região deve se concentrar primeiramente em reunir seus ativos tangíveis para integrar adequadamente seu setor de defesa e, em seguida, mobilizar uma coalizão de pessoas dispostas a isso, disse o ministro das Relações Exteriores.

A preocupação sobre se os cidadãos europeus estariam dispostos a se reunir militarmente é um "debate legítimo", mas a chance de reunir uma massa crítica era maior como um bloco do que em nível nacional, disse Albares, acrescentando: "Um esforço conjunto seria mais eficiente do que 27 Exércitos nacionais separados".

Os comentários vêm antes de uma reunião de emergência entre os líderes da UE na quinta-feira, em Bruxelas, para coordenar uma resposta conjunta às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de comprar ou anexar a Groenlândia. Um porta-voz do Conselho confirmou na noite desta quarta-feira que a reunião ainda será realizada, apesar do anúncio de Trump nas mídias sociais de que ele e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, haviam "formado o arcabouço de um acordo".

Albares, falando após uma reunião em Delhi nesta quarta-feira com seu colega indiano Subrahmanyam Jaishankar, que incluiu conversas sobre laços de defesa mais profundos, enfatizou que a intenção de tal Exército não era substituir a Otan, ressaltando a importância da aliança transatlântica.

"Mas precisamos demonstrar que a Europa não é um lugar que se deixará coagir militar ou economicamente", disse Albares.

(Reportagem de Victoria Waldersee em Zurique)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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