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Líderes mundiais demonstram cautela com "Conselho de Paz" de Trump em meio a receio pela ONU

Reuters18 de jan de 2026 às 15:36

Por John Irish e Andreas Rinke

- Governos reagiram com cautela neste domingo ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado "Conselho de Paz", destinado a resolver conflitos em nível global, um plano que, segundo diplomatas, poderia prejudicar o trabalho das Nações Unidas.

Governos pareceram relutantes em fazer declarações públicas, deixando as autoridades expressarem preocupações anônimas sobre o impacto no trabalho da ONU.

O conselho seria presidido vitaliciamente por Trump e começaria tratando do conflito de Gaza, depois seria expandido para lidar com outros conflitos, de acordo com uma cópia da carta e do projeto de estatuto vista pela Reuters.

Os Estados membros estariam limitados a mandatos de três anos, a menos que pagassem US$ 1 bilhão cada um para financiar as atividades do conselho e obter a condição de membro permanente, afirma a carta.

"Isso simplesmente oferece associação permanente a países parceiros que demonstram profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade", disse a Casa Branca em um post no X.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em visita à Coreia do Sul, disse aos repórteres que seu país estava "pronto para fazer a nossa parte", embora não tenha ficado claro se ela estava se referindo especificamente a Gaza ou à paz mais ampla.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse no domingo que, em princípio, concordou com o Conselho de Paz de Trump para Gaza, embora os detalhes ainda estivessem sendo elaborados.

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