
Por John Irish e Andreas Rinke
18 Jan (Reuters) - Governos reagiram com cautela neste domingo ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do chamado "Conselho de Paz", destinado a resolver conflitos em nível global, um plano que, segundo diplomatas, poderia prejudicar o trabalho das Nações Unidas.
Governos pareceram relutantes em fazer declarações públicas, deixando as autoridades expressarem preocupações anônimas sobre o impacto no trabalho da ONU.
O conselho seria presidido vitaliciamente por Trump e começaria tratando do conflito de Gaza, depois seria expandido para lidar com outros conflitos, de acordo com uma cópia da carta e do projeto de estatuto vista pela Reuters.
Os Estados membros estariam limitados a mandatos de três anos, a menos que pagassem US$ 1 bilhão cada um para financiar as atividades do conselho e obter a condição de membro permanente, afirma a carta.
"Isso simplesmente oferece associação permanente a países parceiros que demonstram profundo compromisso com a paz, a segurança e a prosperidade", disse a Casa Branca em um post no X.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em visita à Coreia do Sul, disse aos repórteres que seu país estava "pronto para fazer a nossa parte", embora não tenha ficado claro se ela estava se referindo especificamente a Gaza ou à paz mais ampla.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse no domingo que, em princípio, concordou com o Conselho de Paz de Trump para Gaza, embora os detalhes ainda estivessem sendo elaborados.