
Por Gabriel Araujo
SÃO PAULO, 17 Jan (Reuters) - A Kings League, competição de futebol 7 fundada por Gerard Piqué, planeja chegar aos Estados Unidos em 2026 mas não vê sua rápida expansão parando por aí, disse à Reuters o ex-zagueiro espanhol.
A liga, segundo Piqué, espera entrar em mais mercados ao redor do mundo e considera também a possibilidade de licenciar seu formato no futuro.
Criada por Piqué em 2022, a Kings League combina futebol com elementos tirados do videogame, além de incluir partidas mais curtas, novas regras, uma forte interação com o público e a presença de personalidades das redes sociais como figuras centrais em equipes e eventos.
A competição se expandiu rapidamente da Espanha para Itália, Alemanha, França, México, Arábia Saudita e Brasil, onde está sendo realizada neste mês a Copa do Mundo da modalidade.
Cerca de 40 mil pessoas são esperadas neste sábado na final entre Brasil e Chile no Allianz Parque, em São Paulo.
Olhando para a frente, a prioridade agora é consolidar a base de audiência ao mesmo tempo em que novos mercados são abertos, disse Piqué.
Com lançamento nos EUA previsto ainda para este ano, o ex-zagueiro destacou que a liga agirá com alguma cautela no mercado norte-americano, o primeiro em que a Kings League se fará presente sem que o futebol seja o esporte número 1 do país.
"Haverá diferentes desafios, e é por isso que queremos ter tempo para pensar com muito cuidado sobre qual é a melhor maneira de fazer isso", disse ele em entrevista em São Paulo na sexta-feira.
O CEO da Kings League, Djamel Agaoua, observou que além do produto padrão da liga, a versão norte-americana provavelmente exigirá um componente maior de entretenimento.
"Não se trata apenas do fato de o futebol ser provavelmente o quarto ou quinto esporte mais popular do país, mas também de os EUA serem o ápice da cultura do entretenimento esportivo", disse Agaoua. "Provavelmente precisamos investir um pouco mais nisso."
LICENCIAMENTO E OUTROS ESPORTES
Além dos EUA, Piqué mencionou um forte interesse de países como Holanda, Portugal, Turquia, Coreia do Sul e Japão na Kings League, além de diversos mercados sul-americanos como Argentina, Chile e Colômbia.
A expansão futura da liga poderá envolver o licenciamento do formato, segundo o ex-zagueiro do Barcelona, campeão do mundo com a seleção espanhola em 2010.
"Há muitos países para os quais queremos levar o produto e precisamos encontrar uma maneira. Não podemos gerenciar 30 ou 40 ligas, pois seria um pesadelo para nós como empresa. Então, talvez a ideia seja tentar licenciar o produto", disse ele.
A Kings League também está explorando a possibilidade de eventualmente se expandir para outros esportes além do futebol. Agaoua citou basquete, tênis e lutas como possíveis exemplos. "Há muitas atividades em que nossa receita poderia funcionar", disse ele.