
Por Saeed Azhar e Tatiana Bautzer e Manya Saini
NOVA YORK, 16 Jan (Reuters) - Bancos dos Estados Unidos enfrentarão na terça-feira um teste político para lidar com o pedido do presidente Donald Trump para limitar as taxas de juros do cartão de crédito, deixando o setor financeiro em dúvida sobre como proceder, de acordo com várias fontes do setor.
Trump disse em 10 de janeiro que estava pedindo um teto de um ano para as taxas de juros do cartão de crédito em 10% a partir de 20 de janeiro, uma medida que atingiu os preços das ações e levou os bancos a alertar que isso prejudicaria o acesso dos consumidores ao crédito. Entretanto, a Casa Branca não forneceu detalhes sobre como o plano se concretizará nesse dia ou como será aplicado.
Uma medida tão drástica provavelmente não poderia ser aplicada por meio de poderes executivos ou reguladores financeiros e exigiria uma legislação no Congresso, onde tais esforços fracassaram no passado, de acordo com especialistas em regulamentação e analistas.
O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, já havia apresentado a ideia de que os bancos ofereceriam voluntariamente em vez de serem forçados por uma nova lei, falando na sexta-feira ao programa "Mornings with Maria" da Fox Business Network.
A Bloomberg informou na sexta-feira que a Casa Branca estava avaliando a possibilidade de usar uma ação executiva, citando fontes.
A falta de uma orientação firme deixa os bancos em um dilema antes de terça-feira. Alguns analistas dizem que o setor pode pressionar por um acordo em que os credores lancem novos produtos com taxas mais baixas e menos benefícios.