
Por Andrew Osborn e Mark Trevelyan
MOSCOU, 16 Jan (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, está mediando a situação no Irã para tentar diminuir rapidamente as tensões, disse o Kremlin nesta sexta-feira, depois que o líder russo falou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
Moscou, um aliado de Teerã, condenou as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de novos ataques militares depois que o Irã reprimiu os protestos que eclodiram no final do mês passado.
No ano passado, Israel e os EUA bombardearam as instalações nucleares iranianas, e o Irã travou uma guerra de 12 dias com Israel.
A Rússia tem buscado laços mais estreitos com o Irã desde o início da guerra na Ucrânia, e Putin assinou no ano passado um pacto de parceria estratégica de 20 anos com Pezeshkian. Moscou também tem uma relação de trabalho de longa data com Israel.
Putin, em seu telefonema com Netanyahu, expressou a disposição da Rússia de "continuar seus esforços de mediação e promover um diálogo construtivo com a participação de todos os Estados interessados", disse o Kremlin, acrescentando que ele expôs suas ideias para impulsionar a estabilidade no Oriente Médio.
Não foram fornecidos mais detalhes sobre a tentativa de mediação de Putin.
Putin foi então informado por Pezeshkian em uma ligação separada sobre o que o Kremlin chamou de "esforços contínuos" de Teerã para normalizar a situação dentro do Irã.
"Foi observado que a Rússia e o Irã apoiam de forma unânime e consistentemente a redução das tensões - tanto em torno do Irã quanto na região como um todo - o mais rápido possível e a resolução de quaisquer questões emergentes por meios exclusivamente políticos e diplomáticos", disse o Kremlin.
Putin e Pezeshkian confirmaram seu compromisso com a parceria estratégica de seus países e com a implementação de projetos econômicos conjuntos, acrescentou o Kremlin.
(Reportagem adicional de Dmitry Antonov, Ksenia Orlova, Lucy Papachristou e Maxim Rodionov)
((Tradução Redação São Paulo))
REUTERS CMO