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EUA impõem sanções ao Irã por causa da repressão aos manifestantes

Reuters15 de jan de 2026 às 18:33

Por Daphne Psaledakis

- Os Estados Unidos impuseram nesta quinta-feira sanções a cinco autoridades iranianas acusadas de estarem por trás da repressão aos protestos e disseram que estavam rastreando os fundos dos líderes iranianos que estavam sendo transferidos para bancos internacionais, conforme o presidente Donald Trump mantém a pressão sobre Teerã.

Em um comunicado, o Departamento do Tesouro dos EUA informou que impôs sanções ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, bem como ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e aos comandantes das forças policiais, acusando-os de serem os arquitetos da repressão.

Os EUA também impuseram sanções à prisão de Fardis, onde o Departamento de Estado disse que as mulheres "sofreram tratamento cruel, desumano e degradante".

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse em um vídeo nesta quinta-feira que a mensagem de Washington para os líderes do Irã era clara: "O Tesouro dos EUA sabe que, como ratos em um navio que está afundando, vocês estão transferindo freneticamente os fundos roubados das famílias iranianas para bancos e instituições financeiras em todo o mundo. Fiquem tranquilos, nós os rastrearemos e a vocês".

"Mas ainda há tempo, se você decidir se juntar a nós. Como disse o presidente Trump, acabe com a violência e apoie o povo do Irã."

EUA APOIAM POVO IRANIANO, DIZ BESSENT

A missão do Irã na Organização das Nações Unidas em Nova York não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Os governantes do Irã culparam seus inimigos de longa data, os EUA e Israel, por fomentarem a agitação.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também disse nesta quinta-feira que o governo estava tentando resolver alguns dos problemas econômicos que primeiro estimularam os protestos, afirmando que pretendia resolver questões de corrupção e taxas de câmbio e que isso melhoraria o poder de compra das pessoas mais pobres.

A agitação começou com protestos contra o aumento dos preços, antes de se transformar em um dos maiores desafios ao establishment clerical desde a Revolução Islâmica de 1979. O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, afirma que até o momento verificou a morte de 2.435 manifestantes e 153 pessoas ligadas ao governo.

Trump tem ameaçado repetidamente intervir em nome dos manifestantes no Irã, onde o establishment clerical tem reprimido duramente a agitação nacional desde 28 de dezembro.

"Os Estados Unidos apoiam firmemente o povo iraniano em seu apelo por liberdade e justiça", disse Bessent. "O Tesouro usará todas as ferramentas para atingir aqueles que estão por trás da opressão tirânica dos direitos humanos do regime."

O Tesouro também impôs sanções a 18 pessoas acusadas de envolvimento na lavagem dos lucros das vendas de petróleo e petroquímicos iranianos para mercados estrangeiros como parte de redes do "sistema bancário paralelo" de instituições financeiras iranianas sancionadas.

A ação desta quinta-feira é a mais recente medida contra Teerã desde que Trump restaurou sua campanha de "pressão máxima" sobre o Irã, que inclui esforços para zerar suas exportações de petróleo e ajudar a impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear. O Irã nega a busca por armas nucleares.

(Reportagem de Daphne Psaledakis e Doina Chiacu)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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