
14 Jan (Reuters) - Autoridades chinesas disseram às empresas nacionais que parem de usar software de segurança digital de cerca de uma dúzia de empresas dos Estados Unidos e Israel devido a preocupações sobre segurança nacional, disseram duas fontes informadas sobre o assunto.
VMware AVGO.O, controlada pela Broadcom; Palo Alto Networks PANW.O e Fortinet FTNT.O estão entre as empresas norte-americanas cujo software foi proibido pelas autoridades chinesas, enquanto a Check Point Software Technologies CHKP.O está entre o grupo de companhias israelenses, disseram as fontes.
A Reuters não conseguiu determinar quantas empresas chinesas receberam o aviso, que, segundo as fontes, foi emitido nos últimos dias.
As autoridades chinesas expressaram preocupação com o fato de que o software pode coletar e transmitir informações confidenciais para o exterior, disseram as fontes, que não quiseram ser identificadas devido à sensibilidade da situação.
O órgão regulador da internet da China, a Administração do Ciberespaço da China, e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação não responderam aos pedidos de comentários até o momento da publicação. As quatro empresas também não responderam às perguntas da Reuters.
Enquanto EUA e China lutam pela supremacia tecnológica em meio ao aumento de tensões comerciais e diplomáticas, Pequim tem se empenhado em substituir a tecnologia de fabricação ocidental por alternativas domésticas.
Embora seus esforços para desenvolver seus setores de semicondutores e inteligência artificial tenham dominado as manchetes, a China também procurou substituir equipamentos de informática e softwares de processamento de texto ocidentais.
Analistas chineses também afirmaram que Pequim está cada vez mais preocupada com o fato dos equipamentos ocidentais poderem ser acessados por potências estrangeiras.
(Por Redações de Pequim e Xangai)
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
REUTERS AAJ