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Grupo de direitos civis dos EUA critica Trump após comentário sobre discriminação reversa

Reuters13 de jan de 2026 às 23:54

Por Kanishka Singh

- O maior grupo de direitos civis dos EUA disse que o presidente Donald Trump estava sendo enganoso em seus comentários sobre "discriminação reversa" e em suas afirmações de que os direitos civis prejudicavam os brancos, com a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) acrescentando que "enganar é o objetivo" de tais comentários para estabelecer as bases para reverter o progresso social.

Em uma entrevista da semana passada publicada pelo New York Times, Trump disse acreditar que as proteções da era dos direitos civis resultaram em um tratamento injusto para os brancos.

"Os brancos eram muito maltratados, quando se saíam extremamente bem e não eram convidados a entrar em uma universidade", disse Trump, segundo o jornal, em uma aparente referência à ação afirmativa nas admissões universitárias.

Os comentários foram feitos depois que Trump foi questionado se as proteções iniciadas na década de 1960 com a aprovação da Lei dos Direitos Civis resultaram em discriminação contra homens brancos, de acordo com o jornal.

"Ela realizou algumas coisas maravilhosas, mas também prejudicou muitas pessoas -- pessoas que mereciam ir para uma faculdade ou que mereciam conseguir um emprego não conseguiram", disse Trump. "Foi uma discriminação reversa."

O presidente da NAACP, Derrick Johnson, denunciou os comentários.

"Donald Trump sabe que está mentindo descaradamente. A questão não é que ele desconheça a história ou não tenha educação, é que o objetivo é enganar", disse Johnson em um comunicado. Não há "nenhuma evidência, nenhuma, de que o movimento pelos direitos civis tenha prejudicado os brancos de alguma forma", acrescentou Johnson.

"Trump faz isso o tempo todo. Ele inventa deliberadamente uma falsa realidade para estabelecer as bases para políticas que beneficiam ainda mais o 1% do topo, privatizando serviços governamentais e retirando recursos de comunidades carentes."

Trump tem sido criticado por grupos de direitos humanos por causa de sua repressão à imigração, ataque a iniciativas de diversidade, congelamento de recursos a universidades por causa de protestos pró-palestinos e ataques contra instituições culturais por se concentrarem em questões como a escravidão.

Trump cita razões de segurança para sua repressão à imigração e diz que está lutando contra o que ele chama de "visões antiamericanas".

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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