
13 Jan (Reuters) - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse nesta terça-feira que mais de 400 pessoas foram libertadas da prisão como parte do processo anunciado na semana passada como um gesto de paz.
Grupos de direitos humanos, no entanto, afirmaram que o número de libertações varia entre 60 e 70, ao mesmo tempo em que reclamam do ritmo lento e da falta de informações. Na segunda-feira, a autoridade penitenciária da Venezuela informou que 116 pessoas haviam sido libertadas da prisão.
A Foro Penal, uma das principais ONGs locais que trabalha com apoio jurídico aos detidos, disse que pelo menos 800 presos políticos estavam atrás das grades no início do ano.
O governo afirma que não mantém presos políticos e que os detidos foram acusados de crimes legítimos.
A líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que deve se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, na quinta-feira, tem sido uma das principais vozes a exigir a libertação dos prisioneiros, alguns dos quais são seus aliados próximos.
(Reportagem da equipe da Reuters)
((Tradução Redação São Paulo))
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