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Trump diz que pode deixar Exxon fora da Venezuela depois que CEO chamou país de "não investível"

Reuters12 de jan de 2026 às 11:53

Por Jarrett Renshaw

- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no domingo que poderia impedir a Exxon Mobil XOM.N de investir na Venezuela, depois que o presidente-executivo da companhia chamou o país de "não investível" durante uma reunião na Casa Branca na semana passada.

O presidente-executivo da Exxon, Darren Woods, disse a Trump que a Venezuela precisaria mudar suas leis antes de se tornar uma oportunidade atrativa de investimento, durante uma reunião de alto nível na sexta-feira com pelo menos 17 outros executivos do setor de petróleo.

Trump pediu ao grupo que gastasse US$100 bilhões para revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela em uma reunião realizada menos de uma semana depois que as forças dos EUA capturaram e removeram o presidente venezuelano Nicolás Maduro do poder em um ataque noturno descarado.

Os comentários céticos de Woods rapidamente se tornaram a manchete dominante, minando as esperanças da Casa Branca de criar um impulso a partir de seu envolvimento com os executivos de petróleo mais proeminentes do mundo.

"Não gostei da resposta da Exxon", disse Trump aos repórteres no Air Force One, quando voltava para Washington no domingo. "Provavelmente estarei inclinado a manter a Exxon fora. Não gostei da resposta deles. Eles estão se fazendo de engraçadinhos demais."

A Exxon não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

EXXON E CONOCOPHILLIPS SINALIZAM CAUTELA SOBRE VENEZUELA

A Exxon, a ConocoPhillips COP.N e a Chevron CVX.N, os três maiores produtores de petróleo dos EUA, foram durante décadas os parceiros mais importantes da empresa estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA.

O governo do falecido presidente Hugo Chávez nacionalizou o setor entre 2004 e 2007 e, embora a Chevron tenha negociado acordos de parceria com a PDVSA, a ConocoPhillips e a Exxon deixaram o país e entraram com processos de arbitragem importantes logo em seguida.

"Nossos bens foram confiscados duas vezes e, portanto, você pode imaginar que para voltar a entrar uma terceira vez seriam necessárias algumas mudanças bastante significativas em relação ao que historicamente vimos aqui", disse Woods a Trump na sexta-feira.

Woods disse que a Exxon precisava que fossem introduzidas proteções duradouras aos investimentos e que a lei de hidrocarbonetos do país também precisava ser reformada.

"Se olharmos para as estruturas legais e comerciais em vigor na Venezuela hoje, não é possível investir", disse ele.

(Reportagem de Jarrett Renshaw; reportagem adicional de Sheila Dang)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS LF

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