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Supervisão da Venezuela pelos EUA pode durar anos, diz Trump ao NYT

Reuters9 de jan de 2026 às 00:04

Por Kanishka Singh e Akanksha Khushi

- O presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos vão manter a supervisão da Venezuela por "muito mais tempo" do que um ano e que o único limite para seu poder global é seu próprio julgamento, de acordo com uma entrevista ao New York Times publicada nesta quinta-feira.

Questionado pelo Times se a supervisão de Washington sobre a Venezuela seria de três meses, seis meses, um ano ou mais, Trump disse: "Eu diria que muito mais."

"Só o tempo dirá", acrescentou.

No sábado, as Forças Armadas dos EUA prenderam, por ordem de Trump, o presidente Nicolás Maduro, que foi levado a julgamento com sua esposa em Nova York.

O escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que a operação foi uma violação do direito internacional que tornou o mundo menos seguro.

Segundo o jornal, Trump disse na entrevista: "Eu não preciso de leis internacionais."

Perguntado pelo NYT se havia algum limite a seus poderes globais, Trump respondeu que "sim, há uma coisa: minha própria moralidade, minha própria mente".

"É a única coisa que pode me impedir."

Pressionado mais adiante na entrevista, Trump disse que seu governo precisa respeitar a lei internacional, mas deixou claro, afirma o jornal, que ele seria o árbitro quando isso se aplicasse.

"Depende de qual é a sua definição de lei internacional", disse ele, segundo o jornal.

O presidente republicano declarou ainda que os EUA devem reconstruir a Venezuela "de uma forma muito lucrativa".

"Vamos usar petróleo e vamos obter petróleo. Vamos baixar os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente", disse ele.

Trump acrescentou que os EUA estavam "se dando muito bem" com o governo da presidente interina Delcy Rodriguez. "Eles estão nos dando tudo o que acharmos necessário", disse Trump.

Na terça-feira, Trump revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que estavam presos na Venezuela sob o bloqueio dos EUA.

(Reportagem de Kanishka Singh, em Washington, e Akanksha Khushi, em Bengaluru)

((Tradução Redação Brasília))

REUTERS MCM

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