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EXCLUSIVO-Fontes dizem que as grandes empresas de tecnologia escaparam das regras rígidas na reforma das normas digitais da UE.

Reuters8 de jan de 2026 às 19:27

Por Foo Yun Chee

- O Google (GOOGL.O) da Alphabet, a Meta (META.O), a Netflix (NFLX.O), a Microsoft (MSFT.O) e a Amazon (AMZN.O) não enfrentarão regulamentações rigorosas na reforma das regras digitais da Europa, apesar dos apelos das empresas de telecomunicações, disseram na quinta-feira pessoas com conhecimento direto do assunto.

Uma série de novas regras tecnológicas adotadas nos últimos anos pela Comissão Europeia gerou críticas dos Estados Unidos, que afirmam que elas visam as gigantes tecnológicas americanas. A UE rejeitou categoricamente tais alegações.

A chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, apresentará a reformulação das regras conhecida como Lei das Redes Digitais, que visa impulsionar a competitividade da Europa e os investimentos em infraestrutura de telecomunicações, no dia 20 de janeiro.

Ela precisará acertar os detalhes com os países da UE e o Parlamento Europeu nos próximos meses antes que o teste de DNA se torne lei.

Segundo fontes, as gigantes da tecnologia estarão sujeitas apenas a uma estrutura voluntária, e não a regras vinculativas que as empresas de telecomunicações terão de cumprir.

"Eles serão convidados a cooperar e discutir voluntariamente, com a moderação do BEREC, grupo regulador de telecomunicações da UE. Não haverá novas obrigações. Será um regime de melhores práticas", disse uma das fontes.

Segundo as fontes, a proposta de DNA (Acordo de Desenvolvimento Nacional) também definirá a duração do licenciamento do espectro, as condições para a venda do espectro e uma metodologia de precificação para orientar os reguladores nacionais durante os leilões de espectro, que podem render bilhões de euros aos governos.

Embora o objetivo seja harmonizar a alocação de espectro nos 27 países da União Europeia e reduzir a carga regulatória para as empresas de telecomunicações, alguns reguladores nacionais podem ver isso como uma tomada de poder.

O projeto de lei também permitirá que os governos estendam o prazo de 2030 para a substituição das redes de cobre por infraestrutura de fibra óptica, caso consigam demonstrar que não estão preparados, disseram as fontes.

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

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