
CARACAS, 7 Jan (Reuters) - A estatal venezuelana PDVSA afirmou nesta quarta-feira que está avançando nas negociações com os Estados Unidos para a venda de petróleo, e um membro do conselho da empresa disse à Reuters que Washington terá que comprar as cargas a preços internacionais.
Washington anunciou um acordo na terça-feira para exportar até US$2 bilhões em petróleo venezuelano para os Estados Unidos, um sinal de que as autoridades do governo em Caracas estão respondendo à exigência de Donald Trump de que abram o setor de petróleo para as empresas norte-americanas ou arrisquem uma maior intervenção militar.
Trump disse que deseja que a presidente interina Delcy Rodríguez conceda aos Estados Unidos e suas empresas "acesso total" ao setor petrolífero da Venezuela.
A PDVSA disse em um breve comunicado que as partes têm dialogado sobre termos semelhantes aos existentes com parceiros estrangeiros, como a Chevron.
"Esse processo... baseia-se em uma transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefícios para ambas as partes", disse a PDVSA.
Wills Rangel, membro do conselho da PDVSA, disse à Reuters que os Estados Unidos terão que comprar as cargas a preços internacionais se quiserem levar o petróleo venezuelano.
"Se (os EUA) quiserem comprá-lo, o terão... a preços internacionais", disse Rangel, que também é líder sindical do setor de petróleo.
"Não é como ele (Trump) pretende, que o petróleo é deles porque estamos em dívida com eles. Não devemos nada aos Estados Unidos."
A Chevron, que tem uma licença especial dos EUA apesar das sanções, atualmente exporta do país sul-americano, acrescentou Rangel.
O Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença restrita para a Chevron em 2025 que permite a exportação de petróleo. Mas ela bloqueia qualquer pagamento ao governo, o que reduziu a quantidade de dólares disponíveis no mercado de câmbio.
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS