
PARIS, 5 Jan (Reuters) - Mais de 145 países concordaram nesta segunda-feira em alterar um acordo global de imposto corporativo mínimo de 2021, abordando preocupações de Washington de que as regras podem penalizar empresas multinacionais norte-americanas.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que o novo pacote preserva a estrutura do imposto mínimo global de 15%, concebida para garantir que as grandes multinacionais paguem um imposto básico onde quer que operem.
A atualização inclui simplificações e exclusões para alinhar as leis de imposto mínimo norte-americanas com os padrões globais, acomodando objeções anteriores levantadas pelo governo norte-americano.
O diretor da OCDE, Mathias Cormann, disse em um comunicado que o acordo "aumenta a certeza tributária, reduz a complexidade e protege as bases tributárias".
Em outubro, mais de 65 países tinham começado a implementar o acordo tributário global de 2021, que exige que as nações apliquem um imposto corporativo de 15% ou imponham uma taxa adicional sobre as multinacionais que registram lucros em jurisdições com alíquotas fiscais mais baixas.
O acordo revisado solidifica o apoio global depois que os países do G7, incluindo os EUA, intermediaram um acordo em junho, isentando algumas empresas norte-americanas de partes da estrutura original.
Um acordo mais amplo, alcançado nesta segunda-feira, depois que Washington pressionou os resistentes a apoiar o acordo atualizado, ajuda a estabilizar o acordo global.
O futuro do pacto foi colocado em dúvida em janeiro passado, quando o presidente Donald Trump criticou o acordo de 2021 negociado pelo governo Biden, dizendo que não era aplicável nos EUA.
O governo norte-americano ameaçou impor impostos retaliatórios contra países que impuseram taxas sobre as empresas norte-americanas nos termos do acordo de 2021.
(Por Leigh Thomas)
((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))