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Stella Rimington, primeira mulher a chefiar espionagem do Reino Unido, morre aos 90 anos

Reuters4 de ago de 2025 às 20:13

Por William James

- Stella Rimington, a primeira diretora-geral do serviço de segurança e contra-inteligência MI5 do Reino Unido, que deu início a uma era de maior transparência na agência, morreu aos 90 anos de idade.

Rimington, que dirigiu a agência de segurança doméstica entre 1992 e 1996, foi a primeira diretora a ser nomeada publicamente e, mais tarde, escreveu o livro de memórias "Open Secret" (Segredo Aberto) sobre sua carreira na organização, antes secreta.

Ela passou a escrever uma série de romances de espionagem e acredita-se que tenha inspirado a personagem dura, mas brincalhona, da atriz Judi Dench, a espiã fictícia "M" em vários filmes de James Bond.

"Ela morreu cercada por sua amada família e cachorros e se manteve determinada à vida que amava até seu último suspiro", disse uma declaração da família citada pela mídia local.

Rimington recebeu uma das maiores honras do Estado britânico ao ser nomeada dama em 1996.

Ela entrou para o MI5 em 1969 e trabalhou em funções que incluíam contra-subversão e contra-terrorismo. Sob sua liderança, o MI5 assumiu um papel mais proeminente na luta do Reino Unido contra os militantes republicanos irlandeses, de acordo com um perfil publicado no site do MI5.

"Como a primeira chefe mulher declarada de qualquer agência de inteligência do mundo, Dame Stella rompeu barreiras de longa data e foi um exemplo visível da importância da diversidade na liderança", disse o atual diretor-geral do MI5, Ken McCallum, em um comunicado.

Ela levou a agência a adotar uma abordagem mais transparente em seu trabalho, suavizando sua imagem pós-Guerra Fria.

"É claro que somos obrigados a manter as informações em segredo para sermos eficazes, mas isso não quer dizer que devamos necessariamente ser uma organização totalmente secreta", disse ela em uma palestra transmitida publicamente em 1994.

"O sigilo não é imposto por si só. Não é um fim em si mesmo."

Prenunciando sua carreira literária posterior, Rimington abriu o mesmo discurso com um aceno à tradição britânica de romances de espionagem e ao fascínio pelos serviços de segurança que ela havia inspirado no público em geral.

"É uma coisa empolgante e levou à criação de muitos mitos -- e algumas especulações escabrosas -- sobre nosso trabalho. Devo admitir que é com alguma hesitação que me proponho hoje a lançar alguma luz sobre o assunto", disse ela.

"Tenho a sensação de que a ficção pode acabar sendo mais divertida do que a realidade."

(Reportagem de William James)

((Tradução Redação Brasília))

REUTERS MCM

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