Por Jasper Ward e Ryan Patrick Jones
WASHINGTON/TORONTO, 31 Jul (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, entrou em contato antes do prazo final das tarifas de 1º de agosto, mas não houve conversas entre os dois.
Trump advertiu que qualquer país que não fechar um acordo com os EUA antes da sexta-feira estará sujeito à imposição de tarifas mais altas, o que para o Canadá pode significar uma taxa de 35% sobre todos os produtos não cobertos pelo acordo comercial entre EUA, México e Canadá.
"Não falamos com o Canadá hoje. Ele (Carney) ligou e vamos ver", disse Trump a jornalistas durante um evento na Casa Branca.
O gabinete de Carney não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Anteriormente, o líder canadense havia dito que as negociações comerciais com Washington foram construtivas, mas não descartou a possibilidade que não fossem concluídas até o prazo final. As conversas entre os dois países estavam em uma fase intensa, acrescentou, mas um acordo que pudesse remover todas as tarifas dos EUA era improvável.
Mais cedo nesta quinta-feira, Trump afirmou que seria "muito difícil" para os EUA e o Canadá chegarem a um acordo após os planos de Ottawa de reconhecer a condição do Estado palestino. Mais tarde, nesta quinta-feira, no entanto, disse que não via a medida como "um obstáculo" nas negociações comerciais.
"Bem, eles têm que pagar uma taxa justa -- isso é tudo. É muito simples. Eles estão cobrando tarifas muito, muito altas de nossos agricultores, algumas acima de 200%, e estão tratando nossos agricultores muito mal", disse Trump ao ser questionado sobre as negociações.
Ele acrescentou que, embora ame o Canadá, o país tem tratado os Estados Unidos "muito mal" há anos.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que o Canadá poderia evitar a taxa tarifária de 35% se Carney "começar a usar o charme e se ele retirar sua retaliação".
(Reportagem de Jasper Ward em Washington e Ryan Patrick Jones em Toronto; reportagem adicional de David Ljunggren)
((Tradução Redação Brasília))
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