Por David Shepardson
WASHINGTON, 9 Jan (Reuters) - O governo do presidente norte-americano, Joe Biden,, que está deixando o cargo, planeja finalizar na próxima semana regras contra software e hardware desenvolvidos na China para veículos, disse a secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, à Reuters.
Em setembro, o departamento propôs a proibição dos principais softwares e hardwares chineses em veículos conectados nas estradas dos EUA alegando preocupações com a segurança nacional. Esta proibição, se implementada, impedirá efetivamente a entrada de carros e caminhões chineses no mercado dos EUA. As principais montadoras globais teriam que remover os principais softwares e hardwares chineses dos veículos vendidos nos EUA nos próximos anos.
"Queríamos ouvir o setor. Precisávamos fazer as coisas direito. Digerimos todos os comentários e agora vamos divulgá-los", disse Raimondo em uma entrevista. "É muito importante porque não queremos dois milhões de carros chineses nas ruas e depois perceber que temos uma ameaça."
A Casa Branca aprovou a regra final na terça-feira, de acordo com um site do governo.
A proposta emitida em setembro torna as proibições de software efetivas no ano modelo de 2027. A proibição do hardware entra em vigor em 2029.
A Aliança para Inovação Automotiva, que representa General Motors GM.N Toyota 7203.T Volkswagen VOWG_p.DE, Hyundai 005380.KS e outras grandes montadoras, solicitou em outubro pelo menos mais um ano para cumprir a exigência de hardware.
A Associação de Tecnologia de Consumo e Honda 7267.T defenderam que ambos os prazos deveriam ser estendidos por dois anos para "realizar testes cruciais, validações e atualização dos contratos necessários".
Em setembro, o governo Biden impôs tarifas elevadas sobre importações chinesas de veículos, incluindo uma taxa de 100% sobre veículos elétricos e aumentos sobre baterias de carros elétricos e minerais importantes.
O presidente eleito dos EUA Donald Trump, que assume o cargo em 20 de janeiro, quer impedir as importações de automóveis chineses, mas disse que continua aberto às montadoras chinesas que fabricarem veículos nos EUA.
"Daremos incentivos e, se a China e outros países quiserem vir para cá e vender carros, eles construirão fábricas aqui e contratarão nossos trabalhadores", disse Trump à Reuters.
((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447753))
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