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EUA consideram possíveis regras para restringir ou barrar drones chineses

Reuters2 de jan de 2025 às 14:36

Por David Shepardson

- O Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse nesta quinta-feira que está considerando novas regras sobre drones chineses que os restringiriam ou proibiriam nos EUA, citando preocupações com a segurança nacional.

O departamento afirmou que receberá comentários públicos até 4 de março sobre possíveis regras para proteger a cadeia de suprimentos de drones, afirmando que as ameaças de China e Rússia "podem oferecer aos nossos adversários a capacidade de acessar e manipular remotamente esses dispositivos, expondo dados confidenciais dos EUA".

A China é responsável pela grande maioria das vendas de drones comerciais dos EUA.

Em setembro, a secretária de Comércio, Gina Raimondo, disse que o departamento poderia impor restrições semelhantes àquelas que efetivamente proibiriam a entrada de veículos chineses nos Estados Unidos, e que o foco seria em drones com equipamentos, chips e software chineses e russos.

Ela afirmou à Reuters em novembro que espera finalizar as regras sobre os veículos chineses até 20 de janeiro.

A decisão de redigir novas regras que restrinjam ou proíbam os drones chineses será tomada pelo governo do presidente eleito Donald Trump, que assumirá o cargo em 20 de janeiro.

Washington tomou uma série de medidas para reprimir os drones chineses no último ano.

No mês passado, o atual presidente dos EUA, Joe Biden, sancionou uma lei que pode proibir a DJI e a Autel Robotics 688208.SS, sediadas na China, de vender novos modelos de drones nos EUA. Uma agência norte-americana não especificada deve determinar, dentro de um ano, se os drones da DJI ou da Autel Robotics representam riscos inaceitáveis à segurança nacional.

A DJI, maior fabricante de drones do mundo e que vende mais da metade de todos os drones comerciais dos EUA, disse que, se nenhuma agência concluir o estudo, isso impedirá a empresa de lançar novos produtos nos EUA.

(Reportagem de David Shepardson)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES

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