CINGAPURA/LONDRES, 31 Mar (Reuters) - O dólar atingia seu maior ganho mensal desde julho nesta terça-feira e se destacou como o mais forte ativo de refúgio, já que a guerra no Oriente Médio fez com que os preços do petróleo subissem e quase todo o resto afundasse, aumentando o risco de recessão global.
As moedas dos mercados desenvolvidos ficavam praticamente estáveis durante o dia, com o iene japonês inalterado em 159,62 por dólar, JPY= o euro estável em US$1,1472 EUR= e a libra se valorizando 0,14% em US$1,3202 GBP=.
Mas ainda assim, todas as três divisas registravam quedas de mais de 2% em março. Para o euro e a libra, essa é a maior queda desde julho, e para o iene, desde outubro.
O dólar tem sido sustentado pelo status dos EUA como exportador de energia e pela fuga dos investidores para a divisa durante o último mês de conflito.
As últimas notícias sobre a guerra, incluindo uma reportagem do Wall Street Journal de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava disposto a encerrar os ataques contra o Irã sem forçar a abertura do Estreito de Ormuz, pouco contribuíram para o mercado de câmbio na terça-feira, mas ressaltaram seus movimentos mensais.
O índice do dólar, que acompanha a cotação da moeda em relação a seis principais moedas, atingia seu maior nível desde maio passado, em 100,64, e registrava alta de 2,8% no mês de março.
(Reportagem de Tom Westbrook em Cingapura e Alun John em Londres)
((Tradução Redação Barcelona))
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