Por Saqib Iqbal Ahmed
NOVA YORK, 12 Mar (Reuters) - O dólar se fortalecia em relação ao euro pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, perto dos níveis mais fortes deste ano, uma vez que o aumento dos preços de energia gerou preocupações sobre a economia dependente de importações da Europa e levou investidores a buscarem a segurança da moeda norte-americana.
Os preços do petróleo subiram acentuadamente quando o Irã intensificou os ataques às instalações de petróleo e de transporte em todo o Oriente Médio, alimentando preocupações com um conflito prolongado e com a possível interrupção dos fluxos de petróleo.
O novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, prometeu nesta quinta-feira manter o Estreito de Ormuz fechado.
O rápido aumento dos preços da energia representa uma ameaça ao crescimento global, com economistas alertando que um conflito prolongado no Oriente Médio ampliaria ainda mais o impacto econômico.
Os maiores importadores de energia do mundo viram suas moedas registrar as maiores perdas em relação ao dólar desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. A rúpia indiana INR= e o iene JPY= perderam mais de 1,5% cada, enquanto o euro e o won coreano caíram 2% e 3%, respectivamente.
Enquanto isso, o dólar =USD subiu mais de 1,5% em relação a uma cesta das principais moedas e está próximo de seu nível mais alto desde novembro, graças em parte ao seu apelo de porto seguro, mas também porque os Estados Unidos são um exportador de energia.
O euro EUR= caía 0,5%, a US$1,1513, não muito distante de seu nível mais baixo desde novembro.
A libra GBP= caía 0,5%, para US$1,3348, um pouco acima de seu ponto mais baixo do ano até agora. Em relação ao iene, o dólar avançava 0,3%, para 159,395 ienes.
"Uma atualização decepcionante do fornecimento da Agência Internacional de Energia e o compromisso do líder supremo Khamenei de manter o Estreito de Ormuz fechado são os culpados", disse Benjamin Ford, pesquisador da empresa de pesquisa e estratégia macro Macro Hive.
Na quarta-feira, a AIE concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos, o que cobre apenas cerca de 20 dias de suprimento perdido devido às interrupções ao longo do Estreito de Ormuz, e levará semanas ou meses para chegar aos mercados.
((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))