Por Saqib Iqbal Ahmed
NOVA YORK, 10 Mar (Reuters) - O dólar se desvalorizava nesta terça-feira conforme investidores reavaliavam o conflito no Oriente Médio, em meio a preocupações persistentes de que o recente otimismo sobre uma resolução rápida pode ser prematuro.
O dólar subiu nas últimas sessões depois que os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã fizeram os preços do petróleo disparar, mas investidores disseram que o mercado pode ter reagido de forma exagerada às declarações do presidente Trump sobre o fim do conflito antes do esperado.
Trump compensou esses comentários ao dizer também que a guerra pode durar mais tempo, enquanto o Irã era atingido nesta terça-feira pelos ataques mais pesados desde o início do conflito.
"Obviamente, os participantes firam com tudo nas apostas de 'esperanças e sonhos' ontem à tarde/noite após os comentários do presidente Trump de que o conflito poderia terminar em breve", disse Michael Brown, estrategista sênior de pesquisa da Pepperstone.
"Mas o fato de que isso não foi seguido por nenhuma ação em termos de avançar em direção a, ou adotar, uma 'rampa de saída' está provavelmente pressionando um pouco o sentimento."
O índice do dólar =USD, que mede o dólar em relação a uma cesta de seis pares, caía 0,1%, para 98,74.
O euro EUR= ficava praticamente estável, em US$1,16318, depois de afundar para a mínima de mais de três meses de US$1,1505 na sessão anterior. O dólar avançava 0,1% em relação ao iene, a 157,785. JPY=
Os operadores de outros mercados adotaram uma perspectiva mais otimista. Os preços do petróleo caíam, com o petróleo bruto dos EUA CLc1 recuando para cerca de US$87 por barril, e os rendimentos dos Treasuries tinham queda, um sinal de recuo na fuga para ativos seguros.
Na segunda-feira, Trump disse que a guerra poderia terminar bem antes do cronograma inicialmente estabelecido, mas ameaçou intensificar os ataques caso Teerã bloqueie os carregamentos de petróleo do Estreito de Ormuz.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã classificou as falas de Trump como "absurdas" e disse que o bloqueio continuará até que os ataques dos EUA e de Israel terminem.
(Reportagem de Niket Nishant e Jiaxing Li)
((Tradução Redação São Paulo))
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