Por Karen Brettell
NOVA IORQUE, 25 Fev (Reuters) - O iene atingiu a cotação mínima de duas semanas em relação ao dólar nesta quarta-feira, depois que o governo japonês nomeou dois acadêmicos considerados fortes defensores de estímulos econômicos para o conselho do banco central, elevando as preocupações sobre o ritmo de novos aumentos de juros.
Às 13h04 no horário de Brasília, o dólar tinha alta de 0,31% em relação ao iene JPY=, a 156,36. Já o euro EUR= era negociado a US$1,1803, em alta de 0,25% no dia. O índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo o iene e o euro -- caía 0,17%, a 97,720.
As nomeações no Japão seguem designações semelhantes feitas pela primeira-ministra Sanae Takaichi para diversos cargos, de pessoas que defendem políticas monetárias e fiscais frouxas para impulsionar o crescimento, mesmo que isso eleve a inflação e a dívida.
Elas surgem após reportagem publicada na terça-feira afirmar que Takaichi expressou reservas sobre novos aumentos nas taxas de juros durante reunião com o presidente do Banco do Japão (BOJ), Kazuo Ueda, na semana passada.
“Se ampliarmos a perspectiva, está ocorrendo uma recuperação secular da deflação no Japão, o que deve manter os rendimentos dos títulos do governo japonês de dez anos e o iene sob alguma pressão de alta. Portanto, acreditamos que há espaço para valorização”, disse Angelo Kourkafas, estrategista global sênior de estratégia de investimento da Edward Jones.
O euro se manteve em uma faixa estreita em relação ao dólar, enquanto os investidores aguardam um novo catalisador para definir sua direção.
Os investidores estão avaliando o impacto das novas tarifas comerciais após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado, na sexta-feira, as taxas emergenciais impostas pelo presidente Donald Trump.
Trump respondeu implementando novas taxas sob uma lei não testada, conhecida como Seção 122, que permite tarifas de até 15%, mas exige aprovação do Congresso para estendê-las após 150 dias. Trump disse que usaria o período de 150 dias para trabalhar em outras tarifas "legalmente permitidas".
(Reportagem adicional de Stefano Rebaudo e Tom Westbrook)
((Tradução Redação São Paulo))
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