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TREASURIES-Curva de juros se inclina pelo 2º dia, conforme perspectiva de inflação sobe e com Fed em foco

Reuters28 de jan de 2026 às 17:34

Por Gertrude Chavez-Dreyfuss

- A curva de rendimentos dos Treasuries se inclinava pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, impulsionada em grande parte pelo enfraquecimento do dólar e pela alta dos preços do petróleo, que impulsionavam expectativas de inflação.

Investidores também estão aguardando novas orientações do Federal Reserve sobre suas perspectivas de juros de curto prazo, conforme formuladores de política monetária concluem sua reunião de dois dias. A expectativa geral é de que o Comitê Federal de Mercado Aberto mantenha os juros inalterados após três cortes consecutivos em reuniões anteriores.

O movimento na curva de juros sugere que investidores estão exigindo uma remuneração mais alta para manter vencimentos mais longos, conforme reavaliam o risco de uma nova inflação.

O spread entre os rendimentos das notas de dois e dez anos se inclinava para 67,6 pontos-base, em comparação com 66,6 pontos-base na terça-feira. A curva exibia um padrão clássico de inclinação baixista, com os rendimentos de longo prazo subindo mais rapidamente do que as taxas de curto prazo, conforme investidores precificavam um risco maior de reaceleração da inflação.

O rendimento do Treasury de referência de dez anos US10YT=RR subia 2,8 pontos-base, para 4,251%.

Os retornos do título de 30 anos US30YT=RR ganhavam 2,9 pontos-base, para 4,864%.

O yield da nota de dois anos US2YT=RR, que reflete as expectativas da taxa de juros, subia 1 ponto-base, para 3,579%.

O dólar se recuperava nesta quarta-feira depois de cair para a menor cotação em quatro anos. O índice do dólar tem queda de quase 2% desde o início de janeiro, depois de ter caído mais de 9% em 2025. Os futuros do petróleo bruto dos EUA CLc1 também avançavam nesta quarta-feira, com alta de 1%, a US$62,96 por barril.

O mercado também está focado no Fed mais tarde nesta quarta-feira. Investidores examinarão o comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto em busca de sinais sobre como os formuladores de política monetária interpretam a recente alta nos impulsionadores da inflação, a durabilidade do crescimento e a trajetória para uma maior flexibilização da política monetária.

Os contratos futuros de juros dos EUA precificavam cerca de 46 pontos-base de afrouxamento, ou menos de dois cortes de 25 pontos-base, para 2026. Esse nível caiu em relação aos 53 pontos-base de duas semanas atrás.

((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))

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