
Por Kevin Buckland e Stefano Rebaudo
22 Jan (Reuters) - O dólar mantinha os ganhos do dia anterior em relação aos seus principais pares nesta quinta-feira, depois que o presidente Donald Trump retirou a ameaça de impor tarifas a várias nações europeias da Otan, anunciando a estrutura de um acordo com a Otan sobre o controle da Groenlândia.
O dólar australiano subia para a maior alta em 15 meses, impulsionado tanto pela melhora do apetite de risco quanto por dados que mostram um declínio inesperado na taxa de desemprego.
O iene permanecia sob pressão, igualando o recorde de baixa da semana passada em relação ao euro, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, convocou esta semana uma eleição antecipada e prometeu medidas para afrouxar a política fiscal.
O Banco do Japão inicia uma reunião de política de dois dias nesta quinta-feira, porém o mercado não espera mudanças, já que o banco central aumentou sua taxa de juros de política em sua reunião anterior no mês passado.
A ameaça de Trump de cobrar tarifas de nações aliadas que se opõem à sua ambição de controlar a Groenlândia assustou os mercados e desencadeou uma ampla venda de ativos dos Estados Unidos, mas sua declaração em Davos na quarta-feira, de que havia descartado uma ação militar, ofereceu alívio.
O presidente dos EUA disse que havia chegado a um princípio de acordo com a Otan sobre a Groenlândia, mas não ofereceu nenhum detalhe em uma publicação em sua plataforma Truth Social sobre o que isso implicaria. Como resultado, porém, ele disse que não iria impor tarifas.
O dólar se mantinha estável em US$1,1690 por euro EUR=, após alta de 0,35% na sessão anterior. O dólar caía ligeiramente para 0,7942 francos suíços CHF=, depois de um salto de 0,7% no dia anterior.
(Reportagem de Kevin Buckland e Stefano Rebaudo)
((Tradução Redação Gdansk))
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