
Por Hannah Lang e Amanda Cooper
NOVA IORQUE/LONDRES, 20 Jan (Reuters) - O dólar estava a caminho de registrar sua maior queda diária em mais de um mês nesta terça-feira, depois que as ameaças da Casa Branca à Europa sobre o futuro da Groenlândia desencadearam uma onda de vendas em ações e títulos do governo dos EUA, impulsionando o euro e a libra.
Às 13h08 (horário de Brasília), o índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,63%, a 98,465. No mesmo horário, o euro EUR= era negociado a US$1,1734, em alta de 0,76%, e a libra GBP= era cotada a US$1,3461, com elevação de 0,25%.
Na segunda-feira, as renovadas ameaças de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, contra os aliados europeus, provocaram uma repetição da chamada política de "Sell America" (Venda a América), que surgiu após o anúncio das tarifas do "Dia da Libertação", em abril do ano passado. Isso levou à queda das ações, do dólar e dos títulos do Tesouro norte-americano, com consequente avanço dos rendimentos.
Os investidores estão se desfazendo de ativos em dólar devido a "temores de incerteza prolongada, alianças tensas, perda de confiança na liderança dos EUA, possíveis represálias e uma aceleração das tendências de desdolarização", disse Tony Sycamore, analista de mercado da IG em Sydney.
"Embora haja esperança de que o governo dos EUA possa em breve reduzir essas ameaças, como já fez com anúncios anteriores de tarifas, é evidente que garantir a segurança da Groenlândia continua sendo um objetivo fundamental de segurança nacional para o governo atual", acrescentou.
(Reportagem de Hannah Lang em Nova York e Amanda Cooper em Londres; reportagem adicional de Gregor Stuart Hunter)
((Tradução Redação São Paulo))
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