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FOREX-Dólar cai após ameaças de tarifas de Trump dispararem busca por ativos seguros

Reuters19 de jan de 2026 às 16:26

Por Amanda Cooper

- O dólar cedia nesta segunda-feira com os investidores buscando ativos seguros como o franco suíço, após as últimas ameaças de tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Europa por causa da Groenlândia.

As ameaças desencadearam uma ampla aversão ao risco nos mercados globais.

Perto das 13h15, o índice do dólar =USD -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,10%, a 99,050. O euro EUR= era negociado a US$1,16425, em alta de 0,38% no dia, enquanto a libra GBP= era cotada a US$1,3427, com elevação de 0,39%. O dólar recuava 0,75% ante o franco suíço CHF=, para 0,7974.

No fim de semana, Trump afirmou que vai impor uma tarifa de importação adicional de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, da Noruega, da Suécia, da França, da Alemanha, da Holanda, da Finlândia e do Reino Unido, até que os EUA sejam autorizados a comprar a Groenlândia.

Os líderes europeus estavam se esforçando para evitar uma guerra comercial e concordaram em intensificar seus esforços para dissuadir Trump de impor tarifas, ao mesmo tempo em que preparavam medidas retaliatórias caso as taxas sejam implementadas.

A reação inicial dos investidores foi vender dólares, como fizeram quando Trump anunciou tarifas abrangentes para o mundo todo, em abril do ano passado.

Embora tenha sido evidente alguma movimentação de saída de capital do dólar nesta segunda-feira, principalmente com a valorização do franco suíço, analistas afirmaram que uma escalada nas tensões poderia levar os investidores a transferirem seu dinheiro de volta para a moeda norte-americana.

"Não me parece óbvio que uma guerra comercial, caso se intensifique como resultado da reação do presidente Trump à sua incapacidade de obter a Groenlândia, seja necessariamente ruim para o dólar. É definitivamente pior para a Europa", disse Kit Juckes, estrategista-chefe de câmbio do Société Générale.

"A Europa exporta mais para os Estados Unidos do que os Estados Unidos exportam para a Europa."

(Reportagem adicional de Sophie Kiderlin em Londres e Rae Wee em Singapura)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS FDC

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