
Por Gregor Stuart Hunter e Alun John
CINGAPURA/LONDRES, 6 Jan (Reuters) - O dólar caía pelo segundo dia em relação aos seus principais pares nesta terça-feira, com o nervosismo do mercado em relação à ação militar dos Estados Unidos na Venezuela diminuindo e as ações avançando em todo o mundo, ajudadas por comentários "dovish" de autoridade do Federal Reserve.
O euro subia marginalmente, a US$ 1,1729 EUR=; a libra ganhava 0,1%, a US$1,3552 GBP=; enquanto o dólar também se enfraquecia um pouco em relação ao iene, a 156,37 ienes.
"Pouco mais de 48 horas após a operação militar dos EUA na Venezuela, restam poucas marcas no mercado de câmbio. A fuga para a segurança do dólar no início da segunda-feira teve vida muito curta", disse Francesco Pesole, analista de câmbio do ING.
O impacto da surpreendente captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA no fim de semana foi de curta duração na maioria das classes de ativos, com as ações de todo o mundo sendo negociadas em níveis recordes.
O índice do dólar =USD, que mede sua força em relação a uma cesta de seis moedas, era negociado a 98,25, registrando queda de 0,1% e ampliando as perdas após interromper uma sequência de quatro dias de ganhos na segunda-feira.
Na segunda-feira também houve dados fracos dos EUA mostrando que a atividade manufatureira contraiu mais do que o esperado em dezembro e caiu para uma mínima de 14 meses.
E o dólar foi ainda mais pressionado na segunda-feira por comentários "dovish" do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, um membro votante do comitê de definição de juros do banco central este ano, que disse à CNBC que vê o risco de a taxa de desemprego "disparar".
As expectativas de afrouxamento monetária subiram depois de seus comentários, embora os juros futuros ainda estejam precificando cerca de 80% de chance de manutenção na próxima reunião do banco central dos EUA, em 27 e 28 de janeiro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
((Tradução Redação São Paulo))
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