
Por Chuck Mikolajczak
NOVA YORK, 30 Dez (Reuters) - O dólar avançava nesta terça-feira, antes da divulgação da ata da reunião de dezembro do Federal Reserve, conforme investidores tentavam avaliar a trajetória da política monetária.
Os feriados de fim de ano mantiveram o volume de negociações leve, e analistas alertaram para não dar muita importância aos movimentos do mercado nos últimos dias. O dólar, no entanto, está a caminho de seu pior desempenho desde 2017, com uma queda de quase 10%.
Nesta terça-feira, às 16h (horário de Brasília), será divulgada a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto deste mês, na qual o banco central dos Estados Unidos cortou os juros e projetou apenas mais uma redução para o próximo ano, embora os mercados tenham precificado aproximadamente mais duas.
A ata pode fornecer novas perspectivas sobre as divergências entre os formuladores de política monetária, que geraram três dissidências -- uma a favor de um corte maior de 0,50 ponto percentual e duas que consideraram que nenhum corte era necessário.
"Na verdade, há algum interesse nisso, porque ter três dissidências, com uma e duas de cada lado, é um pouco incomum para o Fed", disse Joseph Trevisani, analista sênior da FX Street.
"Não temos nenhuma direção na política monetária do Fed e, portanto, estamos vendo isso refletido no dólar e nas taxas de câmbio. Isso se reflete nos juros e também nas taxas dos Treasuries, de modo que o mercado não tem muito com o que trabalhar aqui."
O índice do dólar =USD, que mede a moeda em relação a uma cesta de pares, subia 0,13%, para 98,13, enquanto o euro EUR= tinha variação negativa de 0,08%, para US$1,1762 no dia -- mas tem alta de mais de 13% no ano.
O índice do dólar =USD tem queda de 9,5% no ano, sua maior baixa em oito anos, conforme apostas de corte de juros do Fed, a redução dos diferenciais de taxas de juros em relação a outras moedas e as preocupações com os déficits fiscais e a incerteza política pesaram sobre o dólar.
O iene JPY= depreciava 0,14% em relação ao dólar, para 156,3 por dólar.
((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))