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Da Europa à Ásia, mercados de títulos despencam enquanto petróleo ultrapassa US$115

Reuters9 de mar de 2026 às 11:19

Por Yoruk Bahceli e Ankur Banerjee

- Os títulos em todo o mundo afundavam nesta segunda-feira, com o rápido agravamento da guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irã levando os preços do petróleo para bem acima de US$115 por barril, aumentando os temores dos investidores em relação à inflação e à reação dos bancos centrais.

Os preços do petróleo dispararam quase 30%, aproximando-se de US$120 por barril - o valor mais alto desde julho de 2022 - já que a guerra levou alguns dos principais produtores de petróleo da região a cortar o fornecimento e as preocupações com a interrupção prolongada do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz continuavam a abalar os investidores.

O Irã nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, sinalizando que a linha-dura continua firmemente no comando.

"Hoje estamos muito mais no modo de pânico", disse Lyn Graham-Taylor, estrategista sênior de taxas do Rabobank.

Os investidores estão "precificando puramente o foco dos bancos centrais no lado da inflação de um choque no fornecimento de energia. Há uma precificação relativamente limitada do lado negativo da perspectiva do PIB", disse ele.

O espectro do aumento da inflação e a possibilidade de os bancos centrais precisarem manter os juros mais altos por mais tempo ou até mesmo elevá-los significa que o fascínio dos títulos como refúgio seguro está sendo ignorado no conflito.

Nesta segunda-feira, os rendimentos dos títulos públicos subiam ainda mais com a queda dos preços, somando-se aos movimentos dramáticos da semana passada.

Os investidores passaram a precificar dois aumentos nos juros pelo Banco Central Europeu até o final do ano, uma grande reviravolta em relação a fevereiro, quando o risco era de outro corte nas taxas.

Eles também precificam a chance de que o Banco da Inglaterra aumente a taxa de juros este ano, depois de terem visto um corte em março como bastante provável antes do conflito. As expectativas de cortes nos juros pelo Fed foram adiadas.

No Reino Unido os rendimentos dos títulos de dois anos GB2YT=RR subiam quase 40 pontos-base, configurando seu maior salto diário desde o fracassado plano econômico para 2022 da ex-primeira-ministra Liz Truss.

Na Alemanha DE2YT=RR, os rendimentos tinham alta de 11 pontos-base, atingindo o maior valor desde julho de 2024.

Esses movimentos seguiam-se a saltos de cerca de 30 pontos cada na semana passada, já que os mercados europeus se mostraram particularmente vulneráveis à liquidação, dada a dependência da região em relação às importações de energia.

Em contrapartida, os rendimentos dos títulos de prazo mais longo saltavam no Japão, outro importador de energia, enquanto o iene JPY= também sentiu a pressão do aumento nos preços do petróleo.

Os movimentos eram mais contidos nos EUA, o maior produtor mundial de gás natural líquido, onde os rendimentos dos títulos de dois anos US2YT=RR avançavam 7 pontos.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS CMO

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