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TREASURIES-Rendimentos sobem pelo 3º dia seguido conforme risco de inflação é avaliado

Reuters4 de mar de 2026 às 17:47

Por Chuck Mikolajczak

- Os rendimentos dos Treasuries avançavam pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam a probabilidade de uma inflação mais alta e o rumo da política monetária, à medida que a guerra no Irã exerce pressão ascendente sobre os preços do petróleo.

O rendimento do Treasury de dez anos US10YT=TWEB subia 2,9 pontos-base, para 4,086%, e estava a caminho de sua primeira sequência de três dias de ganhos desde meados de janeiro.

O retorno do título de 30 anos US30YT=TWEB ganhava 1,8 pontos-base, para 4,721%.

A curva de rendimento entre as notas de dois anos e de dez anos US2US10=TWEB, vista como um indicador das expectativas econômicas, estava em 54,9 pontos-base.

O retorno da nota de dois anos US2YT=TWEB, que normalmente acompanha as expectativas de juros do Fed, avançava 3,3 pontos-base, para 3,533%.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu fluxos vitais de petróleo e gás do Oriente Médio.

“Há muita força e contraforça no mercado de Treasuries neste momento”, disse Bill Northey, diretor sênior de investimentos do U.S. Bank Wealth Management.

“Acreditamos que o impacto do que está acontecendo no Oriente Médio se reflete em duas questões: primeiro, a criação de um cenário de aversão ao risco, que está gerando um certo sentimento entre compradores em relação ao mercado de Treasuries como ativos seguros; mas, por outro lado, há as implicações do aumento dos custos dos hidrocarbonetos para a inflação e o que isso significa para a política monetária do Fed.”

Os rendimentos ampliaram os ganhos depois que o Instituto de Gestão de Fornecimento informou nesta quarta-feira que seu Índice de Gerentes de Compras não manufatureiro aumentou para 56,1 no mês passado, a leitura mais alta desde julho de 2022, ante 53,8 em janeiro. Economistas consultados pela Reuters previam queda para 53,5.

As expectativas de um corte no curto prazo pelo Federal Reserve foram prejudicadas pela alta dos preços do petróleo, com a reunião de junho agora mostrando uma chance de 37,1% de uma redução de pelo menos 25 pontos-base, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. A reunião de junho foi a primeira em que os mercados precificaram uma chance superior a 50% de um corte nas últimas semanas.

((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))

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