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TREASURIES-Rendimentos sobem pela 2ª sessão consecutiva conforme alta do petróleo continua

Reuters3 de mar de 2026 às 22:14

Por Chuck Mikolajczak

- Os rendimentos dos Treasuries subiam acentuadamente pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, mas recuavam em relação a picos anteriores, conforme a guerra no Irã entrava no quarto dia e continuava a impulsionar os preços do petróleo e alimentar preocupações com a inflação.

O rendimento do Treasury de dez anos US10YT=TWEB subia 0,4 ponto-base, para 4,056%, após atingir um pico em duas semanas e meia, de 4,117%.

O retorno do título de 30 anos US30YT=TWEB subia 0,3 ponto-base, para 4,702%, após atingir 4,746%, o maior nível desde 20 de fevereiro.

A curva de rendimento entre as notas de dois anos e de dez anos US2US10=TWEB, vista como um indicador das expectativas econômicas, estava em 55,4 pontos-base.

O rendimento das notas de dois anos US2YT=TWEB, que normalmente acompanha as expectativas de taxas de juros do Fed, avançava 1,3 pontos-base para 3,5% após avançar para 3,599%, seu maior nível desde o final de janeiro.

Forças israelenses e norte-americanas atacaram alvos em todo o Irã, levando a ataques retaliatórios iranianos em todo o Golfo, à medida que o conflito se espalhava para o Líbano e despertava preocupações com uma perturbação prolongada no abastecimento global de energia.

Um dia depois de o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu darem respostas vagas quando questionados sobre quanto tempo durará a guerra, uma fonte disse à Reuters que a campanha de Israel havia sido planejada para durar duas semanas e estava avançando mais rápido do que o esperado.

“Se os preços do petróleo permanecerem elevados por um período prolongado, as pressões inflacionárias resultantes podem ser prejudiciais para a economia global e podem impedir o Federal Reserve de reduzir os juros e, em um cenário mais adverso, podem até abrir as portas para aumentos nos juros”, disse Phil Blancato, estrategista-chefe de mercado da Osaic.

“A duração do conflito e o potencial para um maior envolvimento e recursos dos EUA permanecem incertos. Os rendimentos de renda fixa podem permanecer elevados em resposta às preocupações inflacionárias, embora um cenário recessivo pareça improvável nesta fase.”

Os temores crescentes de inflação prejudicaram as expectativas de um corte nos juros pelo Federal Reserve. Inicialmente, os mercados apontavam a reunião de junho do banco central como a primeira com mais de 50% de chance de um corte de pelo menos 25 pontos-base, mas a probabilidade agora caiu para 39,1%, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))

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