Por Chuck Mikolajczak
NOVA YORK, 3 Mar (Reuters) - Os rendimentos dos Treasuries subiam acentuadamente pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, conforme a guerra no Irã entrava no quarto dia e continuava a impulsionar os preços do petróleo e alimentar preocupações com a inflação.
O rendimento do Treasury de dez anos US10YT=TWEB subia 1,5 ponto-base, para 4,067%, após atingir um pico de duas semanas e meia, de 4,117%, no dia.
O retorno do título de 30 anos US30YT=TWEB avançava 1,1 ponto-base, para 4,71%, após atingir 4,746%, o maior nível desde 20 de fevereiro.
A curva de rendimento entre as notas de dois anos e de dez anos US2US10=TWEB, vista como um indicador das expectativas econômicas, estava em 55,1 pontos-base.
O retorno da nota de dois anos US2YT=TWEB, que normalmente acompanha as expectativas de juros do Fed, avançava 2,7 pontos-base para 3,514% após atingir 3,599%, seu maior nível desde o final de janeiro.
Explosões atingiram Teerã e Beirute, enquanto drones iranianos colidiram com a embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita, após terem atingido anteriormente a missão diplomática no Kuwait, gerando preocupações com uma perturbação prolongada no abastecimento global de energia.
Um dia depois de o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu darem respostas vagas quando questionados sobre quanto tempo durará a guerra, uma fonte disse à Reuters que a campanha de Israel havia sido planejada para durar duas semanas e estava avançando mais rápido do que o esperado.
“As pessoas estão se preparando para um compromisso mais prolongado e o mercado está se perguntando o que isso significa, porque o único impacto real conhecível é sobre os mercados de energia e, portanto, posicionar-se para isso provavelmente significa um prolongamento dos temores de inflação”, disse JP Powers, diretor de investimentos da RWA Wealth Partners.
Os temores crescentes de inflação prejudicaram as expectativas de um corte nos juros pelo Federal Reserve. Inicialmente, os mercados apontavam a reunião de junho do banco central como a primeira com mais de 50% de chance de um corte de pelo menos 25 pontos-base, mas a probabilidade agora caiu para 39,1%, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
((((Tradução Redação Brasília)) REUTERS VB))