tradingkey.logo

Balança comercial da China termina 2025 com superávit recorde de US$1,2 tri apesar de tarifas de Trump

Reuters14 de jan de 2026 às 09:52

Por Joe Cash e Xiuhao Chen

- A China divulgou nesta quarta-feira um superávit comercial recorde de quase US$1,2 trilhão em 2025, liderado pelo crescimento das exportações para mercados fora dos Estados Unidos, uma vez que os produtores procuraram construir uma escala global para se defender da pressão contínua do governo Trump.

O esforço das autoridades para que as empresas chinesas diversifiquem além do principal mercado consumidor do mundo mudando o foco para o Sudeste Asiático, a África e a América Latina rendeu dividendos, protegendo a economia contra as tarifas dos EUA e intensificando os atritos comerciais, tecnológicos e geopolíticos desde que o presidente Donald Trump retornou à Casa Branca no ano passado.

"A economia da China continua extraordinariamente competitiva", disse Fred Neumann, economista-chefe para a Ásia do HSBC. "Embora isso reflita ganhos de produtividade e a crescente sofisticação tecnológica dos fabricantes chineses, também se deve à fraqueza da demanda doméstica e ao excesso de capacidade que a acompanha."

Para 2026, os desafios para Pequim são muitos, incluindo desviar as preocupações de um número crescente de países sobre as práticas comerciais e o excesso de capacidade da China.

Uma das principais questões enfrentadas pelas autoridades é por quanto tempo a economia de US$19 trilhões pode continuar a neutralizar a retração no mercado imobiliário e uma demanda doméstica lenta enviando produtos cada vez mais baratos para outros mercados.

"Os crescentes superávits comerciais chineses podem aumentar as tensões com os parceiros comerciais, especialmente aqueles que dependem das exportações de produtos manufaturados", disse Neumann.

O superávit comercial da China no ano passado foi de US$ 1,189 trilhão, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira, tendo ultrapassado o teto de um trilhão de dólares pela primeira vez em novembro.

"Com parceiros comerciais mais diversificados, a capacidade (da China) de resistir a riscos foi significativamente aprimorada", disse Wang Jun, vice-ministro da administração alfandegária da China, em uma coletiva de imprensa após a divulgação dos dados.

As exportações da segunda maior economia do mundo cresceram 6,6% em termos de valor em dezembro na comparação anual, contra aumento de 5,9% em novembro. Economistas consultados pela Reuters esperavam alta de 3,0%.

As importações avançaram 5,7%, depois de um aumento de 1,9% no mês anterior, e também superaram a previsão de ganho de 0,9%.

"O forte crescimento das exportações ajuda a mitigar a fraqueza da demanda interna", disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management.

(Reportagem adicional de Winni Zhou em Xangai)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS CMO

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

Artigos relacionados

Tradingkey
KeyAI