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Deutsche Bank: Redução de tarifas entre EUA e China afasta sinais de recessão

Investing.com12 de mai de 2025 às 10:51
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Investing.com — O recente acordo firmado entre Estados Unidos e China para reduzir tarifas e interromper temporariamente a escalada de taxas alfandegárias é interpretado por analistas do Deutsche Bank como mais um indício de que o risco de recessão global pode estar diminuindo.

Em nota enviada a clientes, a equipe liderada por Henry Allen afirmou que a “trajetória” das tensões comerciais internacionais passou a apontar para uma flexibilização tarifária.

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Segundo os estrategistas, “as autoridades buscam evitar instabilidade nos mercados. Uma correção nos preços das ações tende a reduzir a percepção de riqueza dos consumidores, ao passo que a elevação dos rendimentos dos títulos implica custos maiores para financiamentos como hipotecas”.

Eles também destacaram que “uma desaceleração mais acentuada na atividade econômica, com reflexos no mercado de trabalho, poderia gerar desgaste político para os governantes em exercício”.

Indicadores recentes, tanto nos Estados Unidos quanto globalmente, têm exibido consistência. Ao mesmo tempo, os principais índices acionários vêm demonstrando resistência frente a um cenário externo ainda incerto.

Em um comunicado conjunto incomum divulgado na segunda-feira, após rodadas intensas de negociações no fim de semana, Washington e Pequim anunciaram uma trégua tarifária de 90 dias. As duas nações concordaram em moderar temporariamente as respectivas taxas que vinham sendo progressivamente elevadas.

Os Estados Unidos decidiram reduzir as tarifas classificadas como “recíprocas” estabelecidas pelo então presidente Donald Trump para 10%. Já uma tarifa de 20% relacionada à suposta responsabilidade chinesa na disseminação de fentanil — substância ilegal com alto potencial letal — foi mantida. Simultaneamente, a China anunciou a diminuição de suas tarifas sobre produtos americanos também para o patamar de 10%.

Novas rodadas de diálogo estão previstas. De acordo com os dois governos, estão programadas consultas técnicas com foco em temas econômicos e comerciais de interesse mútuo.

A resposta dos mercados foi positiva. Investidores, que anteriormente temiam uma deterioração nas relações comerciais capaz de comprometer a atividade econômica global e aumentar o nível de incerteza para as empresas, reagiram de forma favorável. Os futuros de ações nos EUA avançaram de maneira expressiva, ampliando os ganhos já observados na noite de domingo. O dólar americano se valorizou frente a uma cesta de moedas estrangeiras, enquanto o iuane chinês também apresentou fortalecimento.

Autoridades de ambos os países já haviam sinalizado anteriormente que as conversas haviam promovido avanços na tentativa de reconstruir os canais de cooperação comercial entre as duas maiores economias globais.

Antes dessas tratativas, o governo Trump havia elevado tarifas sobre produtos chineses para patamares que chegavam a 145%, o que motivou Pequim a aplicar medidas retaliatórias, com taxas de até 125% sobre itens importados dos Estados Unidos.

Essa notícia foi traduzida com a ajuda de inteligência artificial. Para mais informação, veja nossos Termos de Uso.

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