As participações corporativas Bitcoin atingiram 1,15 milhão de BTC no primeiro trimestre
Atualmente, 5,47% do suprimento total em circulação Bitcoinestá bloqueado em tesourarias corporativas, com empresas de capital aberto detendo 1,15 milhão Bitcoin em seus balanços. Um relatório publicado pela Bitwise Asset Management mostrou que empresas de capital aberto adicionaram 50.351 BTC durante o primeiro trimestre de 2026, o que representa um aumento de 4,6% em relação ao trimestre anterior. Esse crescimento ocorre em um dos períodos mais caóticos da história recente do mercado, com o conflito no Irã e o consequente choque no fornecimento de energia trazendo uma nova onda de volatilidade para o Bitcoin, criptomoedas e mercados tradicionais em todo o mundo.

Apesar de o trimestre ter sido um períodotronpara a adoção corporativa do Bitcoin, quando olhamos além do número principal, o cenário se torna menos convincente. O fato é que o acúmulo não foi distribuído uniformemente entre várias empresas, mas sim fortemente concentrado.
A estratégia garantiu o trimestre
A Strategy adicionou aproximadamente 89.000 BTC somente no primeiro trimestre. A empresa detém agora 818.334 BTC, adquiridos a um custo médio de cerca de US$ 75.537 por moeda, segundo dados do final de abril. Michael Saylor continuou comprando todas as semanas, desde a queda de fevereiro até o choque do petróleo, passando por todas as fases de baixa. A Strategy divulga seus resultados completos do primeiro trimestre hoje (5 de maio), após já ter revelado uma perda não realizada de US$ 14,46 bilhões em suas reservas Bitcoin durante o trimestre, quando o BTC caiu mais de 20%, registrando seu pior desempenho no primeiro trimestre desde 2018.
Atualmente, a estratégia representa cerca de 66% de todos Bitcoinem circulação.
Metaplaneta surgiu enquanto MARA recuava
Outra movimentação notável no primeiro trimestre foi a da Metaplanet. A empresa listada em Tóquio adquiriu 5.075 BTC por aproximadamente US$ 400 milhões a um preço médio de cerca de US$ 79.900, elevando suas participações totais para 40.177 BTC. Isso foi suficiente para ultrapassar a MARA Holdings e reivindicar a terceira maior reserva corporativa Bitcoin do mundo, atrás da Strategy e da Twenty One Capital, com 43.514 BTC.
A MARA seguiu na direção oposta. A mineradora vendeu 15.133 BTC entre 4 e 25 de março por aproximadamente US$ 1,1 bilhão para administrar suas obrigações de dívida. Ela começou o ano com cerca de 53.822 BTC e terminou março com 38.689. A MARA não foi a única mineradora a se desfazer de seus ativos. As mineradoras listadas em bolsa venderam coletivamente mais de 32.000 BTC no primeiro trimestre de 2026, superando o total de vendas de mineradores de todo o ano de 2025.
Condenação versus Sobrevivência
A divergência entre quem comprava e quem vendia no primeiro trimestre revela a verdadeira história por trás do número de 1,15 milhão. A Strategy e a Metaplanet estavam acumulando um medo extremo. Os mineradores estavam liquidando suas posições para se manterem solventes. Um lado tratava Bitcoin como um ativo de reserva de longo prazo. O outro o tratava como um passivo no balanço patrimonial que precisava ser eliminado.
Essa divisão levanta uma questão que o mercado ainda não precificou completamente. A Strategy sozinha detém mais de 818.000 BTC a um custo médio apenas 4% abaixo do preço atual. Se o BTC cair significativamente abaixo desse patamar, a empresa que sustentou toda a tendência de acumulação do primeiro trimestre estará com bilhões em perdas não realizadas devido à exposição alavancada. A adoção corporativa Bitcoin está crescendo. Mas, no momento, esse crescimento se deve mais à convicção de uma única empresa do que a qualquer outro fator.
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