A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) lançou uma Força-Tarefa de Inovação para monitorar os mercados de criptomoedas, inteligência artificial e previsão.
O presidente da CFTC, Michael Selig, anunciou a iniciativa na Digital Asset Summit em Nova York e confirmou que o grupo elaborará diretrizes regulatórias e trabalhará em estreita colaboração com agências federais. A CFTC afirmou que a força-tarefa se concentrará em criar clareza regulatória na área de ativos digitais e ferramentas financeiras impulsionadas por inteligência artificial.
Ele afirmou que a iniciativa facilitará o desenvolvimento organizado do mercado, ao mesmo tempo que acompanhará trac rápida evolução dos produtos. Além disso, a agência planeja fornecer aos inovadores acesso direto aos órgãos reguladores. Dessa forma, as empresas poderão se comunicar com a equipe, compartilhar ideias e obter feedback antecipado sobre as políticas. Selig enfatizou que regras claras ainda são essenciais para garantir que os participantes do mercado americano permaneçam competitivos. Ele disse que a estrutura ajudará a garantir que a inovação não migre para jurisdições menos regulamentadas no país.
Ele afirmou ainda: "Ao estabelecermos uma estrutura regulatória clara para os inovadores que atuam na nova fronteira das finanças, podemos fomentar a inovação responsável em âmbito nacional e garantir que os participantes do mercado americano não sejam deixados de lado."
Ao mesmo tempo, a CFTC está aprimorando sua coordenação com a Securities and Exchange Commission (SEC). Ambas as agências emitiram recentemente orientações interpretativas conjuntas, esclarecendo os limites jurisdicionais. As orientações afirmaram que a maioria das criptomoedas não são valores mobiliários e reforçaram uma abordagem regulatória comum.
Além disso, a força-tarefa colaborará com o Comitê Consultivo de Inovação da CFTC. O comitê conta com mais de 30 executivos de empresas financeiras e de tecnologia, com uma participação crescente de instituições nos mercados de ativos digitais.
Em separado, a CFTC também reivindicou jurisdição sobre derivativos baseados em eventos futuros, comotracrelacionados a esportes. No entanto, vários estados expressaram preocupação de que isso possa entrar em conflito com suas leis de jogos de azar.
Vale destacar que a Casa Branca publicou recentemente, em 20 de março, um plano nacional para inteligência artificial que recomenda a simplificação das regulamentações em agências já existentes. O plano também destaca a proteção do consumidor, a proteção da força de trabalho e o desenvolvimento de infraestrutura como prioridades essenciais.
Em paralelo aos desenvolvimentos regulatórios, a OpenAI está intensificando seu foco na segurança e no impacto a longo prazo da inteligência artificial. O CEO Sam Altman confirmou que a Fundação OpenAI investirá pelo menos US$ 1 bilhão no próximo ano. A iniciativa visa fomentar a inovação e mitigar riscos.
Altman afirmou que a IA pode ser usada para impulsionar a ciência, incluindo a descoberta de tratamentos para doenças. No entanto, ele também alertou que o progresso rápido traz consigo questões complexas. Esses riscos incluem perturbações econômicas, ameaças emergentes à biossegurança e efeitos imprevisíveis em todo o sistema.
Portanto, a fundação pretende concentrar-se em estratégias focadas na resiliência para abordar essas preocupações. É importante ressaltar que Altman enfatizou que nenhuma organização sozinha pode gerenciar esses riscos. Em vez disso, será necessária uma resposta social mais abrangente para garantir o uso responsável de tecnologias avançadas.
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