Bitcoin está passando por um mercado dividido, com traders na Polymarket indicando que ele pode estar abaixo de US$ 45.000 em 31 de dezembro de 2026, com 51% de probabilidade.
O mercado está razoavelmente equilibrado, embora as ações da YES estejam sendo negociadas a 51 centavos e as da NO a 49 centavos. Apesar do sentimento já ter oscilado entre 44% e 49% nas sessões anteriores, a recente mudança para o meio sugere uma ligeira alteração nas expectativas, mas não uma tendência.
ÚLTIMAKIN: Prevê-se agora que Bitcoin caia para menos de 45.000 dólares até ao final deste ano.
51% de chance. pic.twitter.com/dhRug5pM52
— Polymarket (@Polymarket) 18 de março de 2026
Ao mesmo tempo, a recente queda do Bitcoin contextualiza essa mudança. O ativo recuou 4,2%, para cerca de US$ 70.817, ante um patamar superior a US$ 74.000 na sessão anterior. A capitalização de mercado caiu 4,51%, para cerca de US$ 1,41 trilhão, enquanto o volume de negociações subiu 18,8%, para US$ 46,77 bilhões.
Juntamente com os dados de previsão do mercado, análisesdent indicam uma possível mínima do ciclo no final de 2026. A empresa de análise de criptomoedas NoLimit destaca padrões históricos com base no intervalo de tempo entre picos e vales nos ciclos.
De acordo com os dados, Bitcoin atingiu seu ponto mais baixo 406 dias após o pico do ciclo de 2012, 363 dias após o pico do ciclo de 2016 e 376 dias após o pico do ciclo de 2020. Com base nesse cenário, o ciclo atual, após o halving de 2024, ainda não atingiu o ponto mais baixo projetado.
Consequentemente, a análise indica que uma mínima significativa poderá ocorrer entre outubro e novembro de 2026. A NoLimit observou: "Não me surpreenderia ver bitcoin entre US$ 45 mil e US$ 50 mil até o final de 2026."
A projeção corresponde a uma possível faixa de preço de US$ 45.000 a US$ 50.000, corroborando o cenário pessimista na precificação da Polymarket.
Além disso, o Lucro e Perda Líquidos Não Realizados (NUPL, na sigla em inglês) é citado pela NoLimit como um indicador chave na blockchain. Historicamente, Bitcoin entrou em uma "zona azul" nesse indicador em torno de fundos importantes, como o mercado de baixa de 2018, a queda de 2020 causada pela pandemia de Covid-19 e a queda de 2022. No entanto, até o momento, Bitcoin ainda não atingiu esse nível no ciclo atual.
A atividade recente na blockchain também está contribuindo para a incerteza do mercado. A plataforma de análise de blockchain Lookonchain relatou que uma carteira Bitcoin inativa há muito tempo vendeu 1.000 BTC, avaliados em cerca de US$ 71 milhões. A mesma entidade vendeu 3.500 BTC desde novembro de 2024 a um preço médio acima de US$ 96.000, resultando em um lucro estimado de US$ 442 milhões, ou um retorno de 266 vezes o investimento inicial.
Além disso, outro investidor inicial ligado a Owen Gunden vendeu 650 BTC depois de ter se desfeito anteriormente de 11.000 BTC, avaliados em mais de US$ 1,1 bilhão.
Em um nível macro, fatores externos também pressionam o sentimento.
Bitcoin Owen Gunden, que já havia vendido 11 mil BTC (US$ 1,12 bilhão), vendeu mais 650 BTC (US$ 46,3 milhões) há 10 horas. https://t.co/Fx6wtq0Whm https://t.co/dU3RoJViyh pic.twitter.com/K6e9RwwWsD
— Lookonchain (@lookonchain) 19 de março de 2026
Um anúncio recente e agressivo do Fed na quarta-feira, quando o banco central não alterou a taxa básica de juros, mas apenas indicou uma desaceleração no ritmo de queda daqui para frente, deixou os investidores otimistas em relação aos ativos de risco insatisfeitos.
A postura mais agressiva em relação à política monetária se refletiu no chamado "gráfico de pontos" das taxas de juros, que indica como os membros votantes do Fed antecipam as taxas de juros nos próximos meses. A projeção mediana mostrou que este ano haverá apenas um corte na taxa, apesar da recente fragilidade do mercado de trabalho.
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