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Congresso brasileiro retoma projeto de lei para adquirir 1 milhão de BTC para reserva estratégica Bitcoin

Cryptopolitan13 de fev de 2026 às 13:48

O Congresso brasileiro reapresentou o projeto de lei 4501 de 2024, que propõe a aquisição de até 1 milhão de BTC para a reserva estratégica brasileira Bitcoin . O projeto amplia significativamente o escopo do documento anterior, estabelecendo que a RESbit (Reserva Estratégica Soberana Bitcoin ) acumulará os BTC ao longo de 5 anos.

Inicialmente, o projeto de lei propunha o uso de até 5% das reservas cambiais do Brasil para diversificar os ativos do Tesouro Nacional com um ativo imune à inflação. Esse ativo também deveria ser imune à confiscação por terceiros, e sua gestão ficaria a cargo do Banco Central, como parte do Tesouro Nacional. 

Além disso, o projeto de lei propõe uma série de mudanças, incluindo incentivos para que empresas Bitcoin e realizem mineração, aceitação Bitcoin para impostos federais e proibição da venda de Bitcoin apreendido por autoridades judiciais.

Estabelece também que a reserva deve servir como um mecanismo de diversificação de ativos, reduzindo a dependência de ativos tradicionais. 

Deputado federal afirma que projeto de lei propõe gasto de US$ 68 bilhões para 1 milhão de BTC

Luiz Gastão, deputado federal pelo estado do Ceará, destaca que o projeto de lei prevê um gasto de pelo menos US$ 68 bilhões para o plano de aquisição de 1 milhão de BTC, caso seja aprovado pelas comissões competentes e sancionado pelo Congresso Nacional. Essa reserva de BTC superaria as reservas de países como os Estados Unidos e a China. 

O deputado Gastão também destaca que o projeto de lei garante direitos fundamentais relacionados ao uso e à custódia de ativos digitais. Entre eles, o direito à autocustódia, a livre transferência de ativos e adentdas transações, exceto nos casos em que houver autorização expressa ou ordem judicial específica.

No entanto, isso entra em conflito com as regulamentações atuais dos bancos centrais, que ainda não reconhecem o BTC como um ativo de reserva. Qualquer ação administrativa que restrinja transferências para carteiras controladas pelo usuário também será declarada nula e sem efeito.  

Segundo Gastão, essas garantias são essenciais para estimular o investimento, consolidar um ecossistema econômico inovador e criar segurança jurídica. O texto argumenta ainda que a proteção da autonomia individual no ambiente digital é compatível com os objetivos de preservar os recursos públicos e fortalecer o poder de compra da população. 

Entretanto, além das compras diretas de BTC, o projeto de lei autoriza outras formas de acumulação, como a cobrança de impostos pagos em Bitcoin , a detenção temporária de ações de ETFs lastreados em BTC em situações de emergência e até mesmo o acúmulo por empresas de capital aberto.

Por outro lado, a gestão desses ativos seria dividida entre o Banco Central do Brasil e o Ministério da Fazenda. A Receita Federal teria 12 meses, após a promulgação da lei, para criar a infraestrutura tecnológica necessária.

As próximas etapas incluem a análise pelas Comissões de Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e Ciência, Tecnologia e Inovação.

Projeto de lei propõe usar Bitcoin como garantia para a Drex

O projeto de lei 4501/2024 propõe ainda que Bitcoin sirva como garantia para o real digital (Drex), a moeda digital do Banco Central do Brasil. A lei, se promulgada, posiciona Bitcoin como um investimento e também como instrumento de soberania monetária.

Entretanto, o autor do projeto de lei, o deputado Eros Biondini (PL-MG), que também tem defendido o mercado de criptomoedas no Congresso, reconhece a escassez e as propriedades de segurança da rede Bitcoin . Ele considera essas características superiores ou complementares às reservas tradicionais de ouro e dólar.

Além disso, o Banco Central do Brasil seria obrigado a publicar relatórios semestrais sobre o projeto ao Congresso Nacional. Os documentos detalhariam a custódia, as transações e o desempenho da carteira estatal.

Há também planos para estabelecer parcerias com organizações internacionais a fim de trocar experiências sobre as melhores práticas. O Artigo 6º aborda a responsabilização dos gestores do RESBit, prevendo sanções administrativas e penais para má gestão ou descumprimento das normas legais, incluindo a obrigação de restituir os fundos públicos.

O Poder Executivo deve implementar a regulamentação da futura lei no prazo de 180 dias a partir da sua publicação.

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