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O Parlamento Europeu apoia o euro digital com funcionalidades tanto online como offline

Cryptopolitan10 de fev de 2026 às 20:35

O Parlamento Europeu demonstrou, pela primeira vez, apoio ao lançamento do euro digital na terça-feira. O Parlamento aprovou o apelo do Conselho Europeu para uma moeda digital criada por um banco central, com funcionalidades tanto online como offline.

A decisão parlamentar surge na sequência da inclusão de duas emendas no relatório anual do Banco Central Europeu, pouco antes da votação. Até 420 deputados votaram a favor da Primeira Emenda, com 158 votos contra e 64 ausências. Já a Segunda Emenda foi aprovada por 438 deputados, com 158 votos contra e 44 ausências.

Parlamentares europeus instam o BCE a reforçar a sua monitorização de ativos digitais

O apoio do Parlamento é crucial, já que o Banco Central Europeu precisa da aprovação legislativa do Parlamento para emitir um euro digital. A iniciativa também significa que a meta do banco central de lançá-lo em 2029 depende da aprovação dos legisladores regionais.

A posição da UE sobre o euro digital representa uma mudança em relação às propostas anteriores, que se concentravam apenas em pagamentos offline. Essa mudança também sinaliza um maior alinhamento com o BCE na preservação da soberania monetária da região. Os eurodeputados defenderam um euro digital que permita o acesso a serviços de pagamento e forneça moeda pública utilizável tanto online quanto offline.

“Estas votações representam uma grande vitória para o progresso do euro digital. Existe agora uma clara maioria parlamentar a favor de uma forma futura inclusiva de cash – dinheiro em formato digital com o respaldo do banco central.”

-Laura Casonato, Diretora de Políticas da Positive Money Europe.

Os legisladores europeus também pediram ao BCE que avance no monitoramento de ativos virtuais. Os eurodeputados alertaram que a transição para pagamentos digitais pode criar novas formas de exclusão para os comerciantes.

A iniciativa europeia para um euro digital visa permitir que o bloco realize pagamentos online sem depender dos sistemas de pagamento dos EUA. Uma alteração legislativa declarou que o euro digital é essencial para reduzir a fragmentação nos pagamentos a retalho e para apoiar a integridade e a resiliência do mercado único. 

dos esforços da Europa para reduzir a sua dependência de empresas estrangeiras, como a Visa e a Mastercard. Christine Lagarde, Presidente dent BCE, revelou na segunda-feira que o euro digital será construído sobre infraestruturas europeias para diminuir a dependência excessiva de fornecedores estrangeiros de sistemas de pagamento, cruciais para a economia da região.

A UE propôs o euro digital em junho de 2023, mas a ideia ficou estagnada em países como a Alemanha, aguardando o apoio dos Estados-membros e a aprovação dos legisladores europeus. Vários países do bloco deram sinal verde ao euro digital em dezembro, pressionando os legisladores.

Odent do BCE defende a criação de uma moeda do banco central tokenizada

Lagarde afirmou que o bloco precisa complementar cash com o euro digital. Ela argumentou que cash não pode ser usado para pagamentos digitais e também observou que sua participação nos pagamentos do dia a dia está diminuindo como consequência disso.

Lagarde acredita que um euro digital proporcionará aos consumidores de todo o bloco uma solução aceita para todos os pagamentos digitais. Ela também revelou que o euro digital garantirá maior privacidade, embora o banco central não tenha acesso a dados pessoais.

Adent da Comissão Europeia de Pagamentos (CEP) acrescentou que o euro digital beneficiará as empresas da região, reduzindo as taxas cobradas aos comerciantes. Ela argumentou que isso permitirá que os provedores europeus de serviços de pagamento privados expandam o alcance de seus serviços com facilidade.

Largarde também instou os legisladores a disponibilizarem moeda tokenizada do banco central para apoiar o desenvolvimento de um integrado baseado em criptomoedas. Ela afirmou que a iniciativa garantirá que o ecossistema tenha um ativo europeu livre de riscos, denominado em euros, como elemento central.

Adent do BCE afirmou que a iniciativa precisa liquidar as transações de atacado baseadas em DLT (Distributed Ledger Technology) em moeda do banco central. Ela revelou que o projeto Pontes do banco fornecerá uma solução para a iniciativa no terceiro trimestre de 2026. Outro objetivo destacado por Lagarde foi o projeto Appia do BCE, que visa criar, desde o início, um mercado europeu integrado para ativos virtuais. 

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