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UE planeja proibir importações de metal russo em nova iniciativa de sanções

Cryptopolitan2 de fev de 2026 às 15:52

A União Europeia está preparando novas sanções contra a Rússia que proibiriam a importação de metais essenciais como cobre, platina, ródio e irídio.

O plano está sendo discutido em Bruxelas neste momento e visa punir Moscou por continuar sua invasão da Ucrânia. Autoridades querem aprová-lo antes do fim do mês, mas ele ainda precisa da aprovação de todos os países membros, segundo informações da Bloomberg.

Caso a proibição seja aprovada, afetará duramente as exportações da Rússia, especialmente em um momento em que a oferta global de metais já está escassa.

Os preços do cobre estão em níveis recordes e a oferta de platina é escassa. Isso significa que o impacto não afetaria apenas a Rússia, mas também compradores industriais em toda a Europa que dependem desses metais para tecnologia, automóveis e até mesmo infraestrutura de criptomoedas.

A Rússia está perdendo acesso a compradores globais à medida que a oferta se torna mais restrita

Os metais russos já foram banidos de Londres. Desde 13 de abril de 2024, o Reino Unido impede a negociação de cobre produzido na Rússia na Bolsa de Metais de Londres (LME). O Mercado de Platina e Paládio de Londres (LPPM) removeu as refinarias russas de sua lista há dois anos.

Mesmo sem a nova proibição da UE em vigor, a Europa começou a se afastar. A maioria dos compradores não quer a dor de cabeça ou o risco de comprar de empresas que podem ser sancionadas na próxima semana.

Os compradores na Europa já não estão interessados em cobre russo. Alguns dos maiores produtores do país já foram colocados em listas negras.

E não se trata apenas de cobre. Usuários industriais afirmam que sequer conseguem usar o metal russo para levantar fundos, devido a restrições financeiras. Assim, uma grande parcela das exportações russas está sendo destinada diretamente à Ásia.

Mas o próximo alvo da UE é claro: a MMC Norilsk Nickel. A empresa é a maior mineradora da Rússia e uma gigante no mercado global. Ela produz cerca de 40% do paládio mundial, usado em sistemas de escapamento de automóveis.

Esse metal não está sendo alvo deste pacote, mas Norilsk também produz justamente os metais que a UE quer proibir: platina, ródio, irídio, níquel e cobre. Portanto, mesmo que a empresa não seja diretamente sancionada, seus negócios sofrerão um impacto negativo.

A Europa também pretende endurecer as restrições ao petróleo russo

O bloco também está discutindo a possibilidade de substituir o teto de preços do petróleo russo por uma proibição total dos serviços marítimos. Isso dificultaria o transporte de petróleo russo por meio de empresas de transporte marítimo e seguradoras ligadas à Europa.

Atualmente, o preço máximo do petróleo bruto russo é de US$ 44,10 por barril. Ele é revisado a cada seis meses e é sempre fixado em 15% abaixo do preço de mercado do petróleo bruto Urals.

Alguns países da Europa querem manter o limite máximo. Outros pressionam pela proibição. Se a proibição dos serviços for adotada, será uma forma muito mais rigorosa de aplicar sanções. Mas nem todos os Estados-Membros concordam ainda.

Além dos metais e do petróleo, a Europa está mirando em outros setores. A próxima rodada de sanções provavelmente terá como alvo bancos russos, empresas petrolíferas, plataformas de criptomoedas e navios da frota paralela que ajudam Moscou a contornar as proibições comerciais. Alguns países terceiros estão ajudando a Rússia a burlar as sanções. A UE também quer reprimir essa prática.

Uma nova ferramenta que a UE poderá usar é uma regra anticircunvenção, que nunca foi ativada antes. Essa regra proibiria a exportação de máquinas-ferramenta e equipamentos de rádio para países como o Quirguistão, que a Europa suspeita estarem ajudando a enviar mercadorias proibidas de volta para a Rússia.

Este seria o 20º pacote de sanções desde o início da guerra em 2022. As autoridades querem que ele seja aprovado até o final do próximo mês. Inclui novas proibições comerciais, restrições a bens relacionados ao setor militar e limites mais rígidos para os metais que a Rússia ainda vende para a UE.

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