
A Coreia do Sul registrou um aumento nas exportações em janeiro, graças àtrondemanda por chips semicondutores. De acordo com dados do governo divulgados no domingo, as exportações atingiram um recorde no mês, com um aumento de mais de 30% nos embarques, chegando a quase US$ 66 bilhões em janeiro.
O Ministério do Comércio, Indústria e Recursos anunciou que as exportações da Coreia atingiram US$ 65,85 bilhões em janeiro, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. Este foi o oitavo mês consecutivo de crescimento registrado pelo país. O valor médio diário das exportações também atingiu um novo recorde histórico, com um aumento de 14% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 2,8 bilhões, acrescentou o ministério.
Segundo o comunicado , os semicondutores lideraram a alta, com as remessas internacionais mais que dobrando em relação ao ano anterior, atingindo US$ 20,5 bilhões. O resultado se aproximou dos US$ 420,8 bilhões registrados em dezembro. O ministério observou que o aumento foi consequência da crescente demanda global por servidores de inteligência artificial e da recuperação sustentada dos preços dos chips de memória, iniciada no final do ano passado.
Com esse desenvolvimento, a Coreia do Sul registrou números recordes de exportação de chips para o mês pelo décimo mês consecutivo. As exportações de automóveis também registraram aumento, com um crescimento de 22% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 6,07 bilhões. Esse valor foi o segundo maior já registrado para o mês de janeiro. O ministério destacou o maior número de dias úteis, devido ao feriado do Ano Novo Lunar em fevereiro deste ano, bem como a demanda por veículos híbridos e elétricos.
Os registros mostram que 13 dos 15 principais itens de exportação do país apresentaram crescimento em janeiro, incluindo dispositivos de comunicação sem fio, displays, produtos petrolíferos e produtos biomédicos. Os setores agropecuário e pesqueiro e o de cosméticos também se destacaram, com aumentos de 19% e 36%, respectivamente, atingindo cerca de US$ 1 bilhão cada. Ambos os itens também registraram seus maiores valores no mês.
Em termos de destino, as exportações para os Estados Unidos aumentaram 30% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 12 bilhões. Esse valor também foi o maior já registrado para o mês de janeiro e ocorre em meio a um acordo comercial ainda em andamento. As exportações de automóveis e máquinas, setores mais afetados pelas tarifas, registraram quedas de 13% e 34%, respectivamente. Enquanto isso, as exportações para a China subiram 47%, para US$ 13,5 bilhões, impulsionadas pelo aumento nas exportações de semicondutores.
As exportações para a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) também aumentaram 41%, atingindo US$ 12,1 bilhões, o maior valor já registrado para o mês de janeiro e o terceiro maior valor mensal no geral, enquanto as remessas para a União Europeia subiram 7%, para US$ 5,4 bilhões. As importações também registraram alta de 12% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 57,1 bilhões, resultando em um saldo comercial de US$ 8,7 bilhões e estendendo a sequência de superávit para o 12º mês consecutivo.
Kim Jung-kwan, Ministro do Comércio da Coreia, destacou a crescente incerteza no ambiente comercial global como resultado das recentes políticas tarifárias dos Estados Unidos e da disseminação do protecionismo. Jung-kwan afirmou que o governo está se preparando para prosseguir com as consultas com os Estados Unidos, tendo os interesses como prioridade máxima. Além disso, o ministro do Comércio observou que o país espera construir uma estrutura comercial resiliente, capaz de resistir a choques externos, por meio da diversificação de produtos, mercados e participantes.
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